Cartas

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Banco Central

O Banco Central dentro de suas “atribuições legais” diz que na relação contratual (cobrança de juros) entre a instituição financeira (Bancos) e o cidadão não pode haver por parte dele nenhum tipo interferência. Fico aqui me perguntando: Pra que serve um Conselho Monetário Nacional? Ou mesmo, um Banco Central tão impotente diante de um mercado financeiro que a cada dia impõe regras e normas próprias à população brasileira? Sua existência seria única e exclusivamente para engordar os fundos de pensão de seu quadro funcional? Se assim for, prefiro que seja extinto, pois não estou muito disposto a sustentar com impostos um monstrengo inoperante.

Cláudio Vilaça – Belo Horizonte (MG) 

Porto Seguro

Como consumidor, venho a este reconhecido meio de informação, solicitar ajuda na resolução de um problema, na esperança que, vindo a público, a empresa envolvida reveja a sua postura, e seja mais justa e não me prejudique. Tenho uma motocicleta Honda Sahara 350, que foi colidida no dia 13/10/2006, por um veículo segurado pela Seguradora Azul Seguros, empresa do grupo Porto Seguro, e o causador assumiu a culpa. A Azul Seguros exigiu que o reparo fosse realizado numa oficina de sua indicação, no que concordei após o seu comprometimento por escrito, em substituir as peças necessárias por novas e originais, devolvendo ao meu veículo a sua condição anterior. Agora, porém, a Seguradora Azul impõe a recuperação de peças, que sabidamente dão problemas após o reparo, como o tanque e carenagem, e colocação de peças não originais. O tanque ao ser amassado perde a proteção interior da chapa, vindo a enferrujar causando vários problemas, e perde capacidade de armazenamento, sendo que a carenagem torna-se frágil e dá problemas na pintura. É flagrante o comprometimento, uma vez que a própria Porto Seguro, que faz seguros de motocicletas, não as aceita quando estão com esses itens reparados, por estarem fora dos padrões. A minha motocicleta tem valor de mercado por volta de R$ 6.500,00 e a Cia. Azul quer remendá-la, sendo que o veículo segurado que nela colidiu tem no mínimo R$ 20.000,00 de cobertura contra terceiros. É justo? Desde já agradecendo a ajuda, que darão a esse consumidor que já não sabe a quem recorrer, levando a público esse fato, uma vez que a seguradora não abre mão de me prejudicar.

Anderson Marcos Vilela Faria – São Paulo (SP) 

Em prosa

Eis que tudo que eu faço é espontâneo: não importa o tipo de trabalho. Se, componho poemas, é porque ouço como vento que sopra e sibila agradável ao meu ouvido. Se, grafo opiniões, é porque ouço no silêncio da minh’alma alguém falando baixinho no meu ouvido e sugere que eu escreva. Sendo eu fiel à voz que chega, escrevo tudo “ipsis-litteris”. Se, escrevo fatos da vida, é porque vejo com meus olhos as coisas que motivam a eu escrever. A vida mostra coisas que nos encantam, magoam e nos ofendem. Mas são realidades impossíveis de escaparmos. É por isso que acho válido escrever. Quando desenho as coisas que vejo, é porque elas tocaram no fundo da minh’alma e do meu coração. Na minha realidade, nada faço sem que primeiro tenha sido atingido à minh’alma e coração. Quando dou um de fotógrafo, é porque essa arte de filmar me emociona e vejo as belezas merecem respeito e não morrer como morrem as lindas e inigualáveis flores. A realidade nos mostra que, tudo é passageiro, mas quando escritas, desenhadas, fotografadas ou pintadas podem continuar como se vivas fossem, mesmo depois de transformadas em pó da terra. A arte de escrever, pintar, desenhar, fotografar é levar à outros tempos as coisas que existiram ou foram realidades num determinado tempo do nosso mundo. É por essas e outras razões é que, não paro de fazer essas coisas que estão englobados no contexto da arte.

Paulo Hirano – Curitiba (PR)

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