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Colombianos denunciam “marcha contra as Farc” como
manipulação
Os familiares dos reféns das Farc repudiaram a
marcha “organizada por Uribe e seus amigos” realizada na segunda-feira, 4,
classificando-a como um ato de divisão ao invés de “promoção da paz e da
unidade dos colombianos”.
Astrid Betancourt, irmã de Ingrid Betancourt,
aprisionada pelas Farc, disse que o presidente colombiano Álvaro Uribe fez
uma “manipulação grotesca” da desgraça e da dor dos reféns e de seus
familiares.
A senadora colombiana, Piedad Córdoba,
qualificou a marcha como uma “expressão de ódio, racismo e exclusão”.
Familiares dos três reféns que as Farc se
comprometeram a libertar em breve, sustentaram na segunda-feira em Caracas
que a “negociação” entre o governo e a guerrilha é a “única via para a paz e
a reconciliação”.
“Vamos seguir insistindo na necessidade de uma
negociação” entre o governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, e as
Farc, porque “consideramos que é a única via possível para a paz e a
reconciliação”, disse Ángela Rodríguez de Pérez, esposa de Luis Eladio
Pérez.
Esposas, irmãos e filhos dos ex-congressistas
Orlando Beltrán, Luis Eladio Pérez e Gloria Polanco de Lozada reiteraram seu
agradecimento ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, e à senadora
colombiana Piedad Córdoba pelas negociações para a libertação de seus
familiares.
Os “pacifistas” pró-Uribe ignoraram durante sua
fracassada marcha os assassinatos, seqüestros, desaparecimentos de
dirigentes sindicais e comunitários perpetrados pelos grupos paramilitares,
promovendo a versão de que a violência na Colômbia é originada por apenas um
grupo armado. Não mencionaram as ameaças contra jornalistas, dirigentes e
ativistas independentes que denunciam as ligações do governo Uribe com os
paramilitares.
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