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Plagiado dos EUA, vídeo propaga desinformação contra Belo Monte Não precisamos enfatizar a quem interessa que o Brasil não se desenvolva, para não falar de a quem interessa que os imensos recursos da Amazônia não sejam explorados por nós O Brasil, para crescer, como qualquer país, necessita de energia. No nosso caso, devido às dimensões do nosso território e da nossa economia, essa demanda é mais urgente ainda, pois é evidente que um crescimento razoável - digamos, 10% ao ano, ou, mesmo, 6% ao ano durante alguns anos - é inviável com a atual produção de energia, 12 vezes menor do que, por exemplo, a geração de energia dos EUA. Certamente, existe (existe?) aquela atriz da Globo que aparece de vez em quando na TV, perguntando se nós precisamos mesmo crescer – porém, essa senhora está, no momento, dedicada à vida inteligente entre os vegetais. Logo, é natural (?!) que a vida humana, para a qual o crescimento econômico é decisivo, não seja parte de suas preocupações. Por que, então, a campanha contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, envolvendo a mídia antinacional, artistas que tem pouco a ver com arte, e mais com dinheiro, americanos ou europeus que por aqui aportam para dar palpite no que não lhes compete, e até alguns indígenas tecnologicamente avançados? Essa campanha é uma campanha contra o desenvolvimento do país. Não precisamos enfatizar a quem interessa que o Brasil não se desenvolva, para não falar de a quem interessa que os imensos recursos da Amazônia não sejam explorados por nós. Num filmeco da Globo (cópia fiel de uma campanha norte-americana promovida por artistas de Hollywood) apareceu até uma comediante, pretendendo-se muito séria, advertindo: “abaixo da barragem o rio banha o Parque Nacional do Xingu”. A senhorita em questão parece achar que uma comediante, para ser séria, tem que ser burra – o que não é, em absoluto, verdade. O Parque Nacional do Xingu fica a 1.300 km da usina de Belo Monte. Para que fosse atingido, seria necessário alagar todo o sul do Pará e todo o norte de Mato Grosso, uma área de 1 milhão e 500 mil km quadrados, isto é, quase 20% do território nacional. Os únicos que até hoje pensaram em coisa semelhante foram os americanos do Hudson Institute, especialmente o sr. Herman Kahn, com o seu projeto do “grande lago amazônico” - que nem a ditadura, em seu período mais entreguista, foi capaz de topar. A hidrelétrica de Belo Monte é muito mais modesta – a área que será alagada é de apenas 275 km quadrados, pois o restante do lago (ao todo, 503 km quadrados) pertence ao leito do rio Xingu. Portanto, a comediante, como seus colegas globais no mesmo filmeco, leu um texto estúpido, ainda que hilariante, preparado por algum roteirista reacionário ou maluco, sob pagamento sabe-se lá de quem. Este último item é importante: quem é que paga esses artistas da Globo, ou o raso Fernando Meireles, e outros elementos, para fazer propaganda contra Belo Monte? Ou alguém acredita que estão trabalhando de graça para falar besteiras sobre o que eles nem sabem do que se trata? De onde surgiu esse “movimento gota d’água” que a Globo, de repente, passou a promover? Aliás, que movimento é esse – mais oculto do que a inteligência de seus propagandistas televisivos? Vejamos os índios, que tanto comovem o Sting, o James Cameron e outros de seus pseudo-defensores externos. Nenhuma aldeia indígena ou um único índio terá de mudar a sua moradia por causa de Belo Monte. Não há reservas indígenas na área. A única reserva mais ou menos próxima, a Terra Indígena Paquiçamba, está fora da área de Belo Monte. Quanto ao resto, limitar-nos-emos a lembrar o que já dissemos há um ano e sete meses (HP, 23/04/2010), pela simples razão de que nada mudou, exceto o índice de estupidez da campanha contra Belo Monte, que, aliás, seria reacionária na Idade Média. As “populações ribeirinhas”, brandidas como argumento contra a usina, são constituídas por 16.420 indivíduos reunidos em quatro povoados (7.675 no Igarapé Altamira; 7.250 no Igarapé Ambé; 244 no Igarapé Panelas; e 1.251 na Orla), que moram em 4.747 casebres miserabilíssimos, em geral palafitas, e mais 2.822 pessoas fora dos povoados. Ao todo, 19.242 pessoas. O plano da Eletrobrás garante indenização e reassentamento, com construção de casas muito melhores que as atuais, em área próxima, isto é, dentro do mesmo sistema ecológico. A mudança significará uma melhora substancial na vida dessas pessoas. Quanto à suposta incapacidade e irrelevância de Belo Monte para a produção de energia no país: ela será a terceira maior hidrelétrica do mundo. Não poderá, devido ao nível periódico das águas, produzir sempre os 11.181 MW que será a sua máxima capacidade. Mas esse é um problema que existe em qualquer hidrelétrica. Mesmo assim, a média de ganho do sistema elétrico nacional com Belo Monte será de mais 4.796 MW, o que é um incremento mais do que significativo e, sobretudo, mais do que necessário. Quanto à necessidade de Belo Monte para o nosso desenvolvimento: o sistema elétrico nacional (SIN – Sistema Interligado Nacional) tem capacidade de gerar 82,1 gigawatts (GW), sendo 69,8 GW de origem hidrelétrica. Isso é muito pouco para um país do nosso tamanho, no estágio econômico que já alcançamos. Por exemplo, a capacidade de geração dos EUA é de 995 GW – com origem principalmente no carvão e no petróleo, fontes tremendamente mais poluentes, o que não parece incomodar, e realmente, não incomoda, Cameron, Sting e outros a quem não afeta a falta de energia no Brasil, pois já a tem suficiente em seus países. Voltando ao alagamento: Belo Monte será uma “usina a fio d’água”: toda a água será turbinada, todo o movimento da água será vertido em energia. Portanto, ela não precisará de um “reservatório de regularização”, isto é, de uma grande represa para regularizar a vazão da água. Os “reservatórios de regularização” caracterizam as “usinas com acumulação”. Belo Monte não é uma usina desse tipo. Terá apenas o que se chama um “reservatório de compensação”. Por causa disso, a área alagada será menor do que em outras hidrelétricas - 275 km quadrados. O restante, como dissemos, já está alagado, isto é, pertence ao leito natural do rio Xingu. C.L. |
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Capa
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Falta de investimento sucateia Forças Armadas, diz
relatório
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Barbosa anuncia que economia cresce 0% no terceiro trimestre Bancos lucram R$ 37,2 bilhões em nove meses Invasão de importados no ano bate recorde, diz CNI Para Iedi, crescimento de apenas 1% da produção industrial é desaceleração Remessas para o exterior anulam esforço exportador Balanço do PAC mostra ritmo menor das obras Importação de autopeças eleva déficit do setor a US$ 4 bilhões Expediente
ANP apenas coonesta o que Chevron-Texaco já tinha feito
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Governador do Rio defende punição para os responsáveis Siria: Itamaraty faz Brasil de apêndice dos EUA Novo Código Florestal avança em mais uma comissão do Senado Aeroportos receberão 1,1 bilhão às vésperas da privatização Para Serra, candidatos do PSDB paulistano são fracos e inviáveis
Plagiado dos EUA, vídeo propaga desinformação contra Belo
Monte
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RS: Governo contesta afirmações do sindicato de professores Promotoria pede abertura de inquérito contra PMs em desocupação na USP Com 364 votos, Câmara decide prorrogar DRU Justiça mantém afastamento de presidente do Metrô de SP Processo do Greenpeace contra Angra 3 é anulado CARTAS
Petroleiros obtêm aumento real de 3,5% e política de
segurança
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CUT, CGTB, CTB e NCST repudiam aprovação da terceirização da atividade fim em Comissão Centrais, estudantes e empresários convocam ato no BC por menos juros Trabalhadores da Cemig fazem greve em defesa de aumento real de 10,5%. Empresa oferece só inflação Professores de MG exigem na ALMG cumprimento de acordo ESPORTES
Egípcios reocupam a Praça Tahrir por governo de salvação
nacional
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Nasseristas condenam violência e exigem que junta se afaste já Kuait: manifestantes pedem afastamento de xeique-premiê Atos em Damasco e Latakia proclamam a unidade nacional e defendem a Síria Órgão da ONU é usado pelos EUA para demover o governo sírio de defender a segurança pública No Egito, ONU quer que junta militar no poder “investigue” os próprios crimes Diante da revolta popular, ditador do Iêmen firma acordo de renúncia Síria anuncia a chegada de navios de guerra russos a suas águas territoriais Parlamento chileno rejeita orçamento escasso para o setor da educação
Banca faz ataque especulativo à França para
extorquir mais juros
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Mais de 10 mil policiais ocupam as ruas de Sydney contra projeto que corta pensões Portugueses vão à greve geral para barrar corte do adicional de férias e privatização EUA: supercomissão bipartidária para cortes no orçamento anuncia fracasso Dívida da Grécia, dupla moral e Goldman Sachs Governo russo poderá instalar mísseis em Kaliningrado para dissuadir ameaças dos EUA |