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Aquisição da Webjet concentra 85% dos voos domésticos entre Gol e Tam
O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec)
alertou para o risco da concentração ainda maior do setor de aviação civil com a
compra da Webjet pela Gol, anunciada na semana passada. “Dada a baixa qualidade
dos serviços aéreos - vide o descaso das companhias no que diz respeito a
informar o consumidor em casos de atrasos e cancelamentos de voos - e as tarifas
elevadas, não é bom que essas atividades se concentrem ainda mais entre duas
empresas”, advertiu o gerente de informações do Idec, Carlos Thadeu de Oliveira.
Entre os problemas apontados por especialistas é a possibilidade de redução da
malha.
Existem hoje seis principais companhias aéreas
que possuem voos domésticos no Brasil. As duas maiores, TAM e Gol, transportavam
juntas em maio deste ano 79,82% dos passageiros, segundo a Agência Nacional de
Aviação Civil (Anac). Com a compra da Webjet, a Gol (subsidiária da
norte-americana SouthWest) fica com 40,55% do mercado de voos domésticos. E a
TAM, sob controle da LAN Chile, com 44,43%.
Segundo a Gol, a “fusão” vai levar a uma
“sinergia” de R$ 100 milhões. Traduzindo: ao incorporar a WebJet, a Gol vai
economizar uma grana preta. E ainda leva os direitos de pouso e decolagem
(chamados de slots) que fizeram, por exemplo, a TAM a comprar a Pantanal em
dezembro de 2009.
Veja a importância destes slots: Na semana
passada, a TAM anunciou o fim das rotas regionais da Pantanal. Desativou três
aviões e as viagens para cidades do interior de São Paulo, Minas Gerais e
Paraná. Segundo a empresa, os 133 slots da Pantanal em Congonhas, que eram
utilizados para estes voos regionais, serão usados para voar para destinos mais
rentáveis, como a ponte aérea Rio-São Paulo.
A TAM, segundo seu presidente, Líbano Barroso,
não teme a Gol-Jet. Ele já articula a compra da quinta maior empresa a operar no
país. A Trip Linhas Aéreas, que transporta 3,05% dos passageiros no Brasil.
Restam apenas a Azul (do norte-americano nascido
no Brasil David Neeleman), que está em terceiro lugar no ranking da Anac, com
8,07% dos passageiros, e a companhia aérea colombiana Avianca (de Germán
Efromovich), com 2,94%, em sexto lugar.
MARIANA MOURA |
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