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Inconformados com
a ingerência dos EUA, sírios atiram ovos e pedras na embaixada
Milhares de sírios marcharam até a embaixada dos EUA onde queimaram bandeiras
norte-americanas e atiraram ovos e pedras contra o prédio da representação
ianque. Depois de registrarem seu protesto contra a ingerência dos Estados
Unidos nos assuntos internos da Síria, os manifestantes foram até a casa do
embaixador e a embaixada da França.
Tanto o embaixador norte-americano quanto o francês (segundo a agência de
notícias France Press) em “visitas não coordenadas”. Foi uma mera
coincidência que os embaixadores estrangeiros chegaram até Hama onde houve
recentemente uma manifestação de descontentamento com o governo sírio. Logo após
o ato em Hama o presidente sírio, Bashar Al Assad, atendeu os manifestantes e
demitiu o governador.
O Ministério do Exterior da Síria informou haver pedido esclarecimentos aos
dois embaixadores Robert Ford e Eric Chevallier sobre sua viagem a Hama. O
Ministério declarou aos embaixadores seu veemente protesto pela visita sem
perimissão, o que viola o artigo 41 da Convenção de Viena sobre Relações
Diplomáticas, estipulando sobre a não ingerência em assuntos internos dos países
onde estão acreditados.
“A visita dos embaixadores dos EUA e da França a Hama se constitui em uma
flagrante interferência nos assuntos internos da Síria e demonstra a existência
de encorajamento externo e apoio a qualquer manifestação que possa minar a
segurança e estabilidade do país no exato momento em que é lançado o diálogo
nacional na busca de um futuro justo para a Síria”, afirmou declaração do
Ministério.
O Ministério do Exterior informou que o embaixador encontrou-se em Hama com
vários sabotadores e os incitou a mais violência e a recusarem o diálogo,
buscando unicamente o estabelecimento da discórdia e sedição no país.
Ironicamente os dois embaixadores – tanto o dos EUA quanto o da França –
cujos governos reclamam constantemente da “repressão” do governo sírio sobre as
manifestações oposicionistas, reclamaram que o governo sírio não reprimiu o
protesto.
Já a secretária de Estado, Hillary Clinton, ao invés de se desculpar pelo
grave incidente diplomático , preferiu declarar que o presidente Assad “não é
indispensável à Síria”. Quem não é indispensável, aliás é totalmente repuganante
e inaceitável são as agressões e tramas imperiais contra governos que buscam
qualquer grau de independência dos ditames do Império. |