Oposição fica contra MP que destina recursos para vítimas
de catástrofes e sofre derrota
Senadores
da oposição deixaram o plenário, na quarta-feira (4), antes do final da votação
da Medida Provisória 513/10, que permite a empresas e produtores rurais de áreas
atingidas por desastres naturais, situação de emergência ou estado de calamidade
pública obterem empréstimo do Banco Nacional de desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES), que têm juros mais baixos.
A medida também prevê ajuda, no valor de R$ 1 bilhão, a municípios de Alagoas,
Pernambuco, Rio de Janeiro e outros estados atingidos por desastres naturais,
além de beneficiar mutuários de 450 mil contratos de financiamentos do Sistema
Financeiro de Habitação (SFH). Outro item autoriza a Casa da Moeda a doar ao
Haiti 100 milhões de cédulas de gourdes – unidade monetária daquele país.
Sem ter como contestar os benefícios sociais da proposta, os senadores da
oposição alegaram que estavam protestando contra a votação de medidas
provisórias “sem relevância e que não atendem aos preceitos constitucionais de
urgência”. Como o rebuliço oposicionista não surtiu efeito, PSDB, DEM e PPS
estão ameaçando agora questionar no Supremo a constitucionalidade da medida, que
chamaram de “árvore de natal”.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB/RR), afirmou que a atitude da
oposição era uma manobra, já que não tinham argumentos para derrubar a pauta.
“Não teriam impulso de ir contra o objetivo da MP, então resolveram vir com
outra forma”, disse. O texto do governo foi reforçado por senadores da base e
mesmo do PSOL, que ressaltaram a importância de se aprovar a proposta.
“Em muitos aspectos a medida traz ações positivas. O PSOL, por exemplo, é a
favor da ajuda ao Haiti, não podemos votar contra esta matéria humanitária”,
ponderou o senador Randolfe Rodrigues (AP).
Apesar da gritaria da oposição, a MP foi aprovada no plenário do Senado no final
da tarde.
|
|