Estudantes convocam jornada de mobilizações contra a privatização da Universidade Central do Chile
A Confederação de Estudantes do Chile (Confech) anunciou neste mês um calendário
nacional de mobilizações em rejeição ao aprofundamento das políticas
privatizantes no sistema de ensino. “Exigimos do governo que detenha as
práticas de aprofundamento privatizante que estão constantemente ameaçando o
sistema de educação superior”, defende a Confederação de Estudantes do Chile (Confech).
Na quinta 27, após várias manifestações de rua, estudantes ocuparam o prédio da
Universidade Central do Chile em protesto contra a venda de 50% da instituição
de ensino, que atende a 12 mil estudantes, a uma empresa privada e contra a
demissão de 100 funcionários que se opõem à proposta. Já no dia 21, estudantes
marcharam pelas ruas de Santiago até o Ministério da Educação para protestar
contra o lucro envolvido nas políticas educacionais do país. Para Camila
Vallejo, presidente da Federação de Universidades do Chile, a luta do movimento
universitário é contra o modelo que não apenas destrói as universidades
públicas, mas também as privadas, que vêm assumindo uma visão educativa
meramente mercadológica. Essa visão, aponta a estudante, resulta em deixar de
garantir o ensino laico, pluralista e democrático. Novas manifestações estão
previstas para o dia 27 de maio e outra para 1º de junho. Todas com o objetivo
de exigir maior participação dos jovens nas decisões políticas relacionadas à
educação e por maior designação de recursos para a educação pública. |