Desemprego bate recorde na Inglaterra e estudo prevê mais 500 mil jovens lançados à pobreza

O desemprego na Inglaterra atingiu 8,4% em novembro. O número de pessoas sem trabalho foi o maior em 17 anos, chegando aos 2,68 milhões, entre eles um número sem precedentes de jovens, pelos dados oficiais divulgados quarta-feira, dia 18, sem levar em consideração os trabalhadores temporários nem os milhares que, depois de meses, já desistiram de buscar colocação.

O Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) divulgou ainda que o número total de desempregados aumentou nesse mesmo período em 118.000, para alcançar os 2,68 milhões, recorde desde 1994. A situação continua sendo especialmente difícil para os jovens entre 16 e 24 anos, cuja taxa de desemprego é agora de 22,3%, atingindo agora 1,04 milhão.

A crise econômica está golpeando com particular força os jovens. Este ano a matrícula universitária custará cerca de US$ 16 mil e a ajuda estudantil secundária desapareceu.
Segundo o Chartered Institute of Personnel and Development, essa situação vai piorar este ano com a demissão de cerca de 120 mil funcionários públicos.

“Segundo o estudo conjunto de dois institutos britânicos, o Family and Parenting Institute e o Fiscal Studies Institute, a redução de benefícios sociais e o aumento de impostos, entre outras medidas, lançará cerca de meio milhão de crianças e adolescentes na pobreza absoluta”, afirmou Marcelo Justo, repórter do jornal argentino Página 12, direto de Londres.

Os cortes aprovados pelo governo de Cameron em outubro de 2010 e aprofundados desde então para “lidar com o déficit fiscal” e “dar tranquilidade e previsibilidade aos mercados financeiros” incluem congelamento salarial para os empregados estatais e o corte de serviços sociais.


Capa
Página 2
Página 3 Página 4 Página 5 Página 6 Página 7 Página 8