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Centrais e estudantes tomam as ruas de São Paulo, Brasília e Porto Alegre por menos juros Trabalhadores e estudantes tomaram as ruas de São Paulo, Brasília e Porto Alegre, nesta terça e quarta-feira, durante a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em manifestação contra a alta taxa de juros. A decisão final do Conselho foi a redução de apenas 0,75% (ver matéria na página 2). Em Brasília, CGTB, CTB, Força Sindical, Nova Central e UGT, as entidades estudantis UNE e UBES, lideranças femininas e aposentados cercaram o Banco Central, na terça-feira, reunindo mais de mil pessoas no ato. Um manifesto intitulado “Juros Não! Trabalho, Saúde e Educação” foi distribuído durante a passeata: “O motivo para a manutenção de taxa tão elevada é que querem com a sangria do nosso povo cobrir o rombo dos especuladores nesses países [EUA, Europa e Japão]. No ano passado, o Brasil destinou 236 bilhões de reais ao pagamento de juros. Isso foi 20% superior ao total pago em 2010. Para esse ano quase metade do orçamento da União será usurpado com juros e amortizações da dívida. Essa dívida, frise-se, tem seu ágio fixado pelo Banco Central brasileiro”, diz o documento. Para o presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), “o Brasil não aguenta mais esse juro exorbitante, a maior taxa do mundo. Não aguenta mais esse câmbio flutuante, que atrai uma enxurrada de dólares para dentro do país junto com capital especulativo e aumenta as importações. Queremos centralizar o câmbio e reduzir os juros a nível internacional, entre zero e 1%, para garantirmos o desenvolvimento do Brasil”. Em São Paulo, o ato também denunciou que taxa de juro mais alta do mundo está colocando a economia brasileira no buraco. O vice-presidente da Força Sindical e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, lembrou que “quando o governo resolveu aumentar os juros no início do ano passado, o movimento sindical alertou a presidente Dilma e a equipe econômica que a medida iria prejudicar o crescimento da economia. E, na verdade, ocorreu um tsunami sim, mas de juros altos, que afeta a indústria de transformação e dificulta a empregos de qualidade e também a distribuição de renda”. Para o vice-presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras (CTB), Nivaldo Santana, “não podemos nos conformar com esse PIB de 2011 (2,7%), assim como não podemos ver de braços cruzados esse processo de desindustrialização de país”. Em Porto Alegre, centenas estudantes organizados pela UNE, UBES, UGES, e Umespa protestaram por “menos juros e mais educação”. Os estudantes se concentraram na Praça Argentina e seguiram até a sede estadual do BC. “Os estudantes estão na rua para impedir este assalto ao patrimônio brasileiro realizado pelo Banco Central através dos juros altos”, afirmou Nelson Junior, presidente da UGES (União Gaúcha dos Estudantes Secundaristas). |
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Capa
Página 2
PIB de 2,7%
nada teve a ver com a crise dos países imperialistas
Página 3
Para empresários e centrais, PIB menor é resultado dos juros altos e do câmbio Com Selic a 9,75%, diferencial de juros estimula “tsunami monetário” Produção industrial do país inicia 2012 com queda de 2,1% ERRATA Expediente Demóstenes é amigo do peito de contraventor, descobre PF Ministra Cármen Lúcia será a primeira mulher a presidir o TSE Para pré-candidatos, pesquisa Datafolha não apresenta quadro eleitoral consolidado em SP O primo mais esperto de José Serra (III) Brasil afasta-se dos Brics e vota contra a Síria na ONU (4) Emenda aprovada na CCJ do Senado volta a permitir filiação a partido novo sem perder mandato Página 4Caminhoneiros param São Paulo contra proibição de circulação 58,4% dos que se formam no ensino médio em SP não possuem conhecimentos básicos de matemática Anfip inicia mobilização no Senado contra a privatização da previdência Projeto de Lei criminaliza exigência de cheque caução em hospitais privados Governo só liberou 30 vistos para haitianos entrarem no país durante o mês de fevereiro Entidades cobram em manifesto ação contra desmonte da indústria Centrais e estudantes tomam as ruas de São Paulo, Brasília e Porto Alegre por menos juros Servidores criticam discurso de “austeridade fiscal” do governo durante a retomada das negociações Trabalhadores da Celpa param contra a falta de pagamento
França tem 385 fábricas a
menos do que em 2009, no início da crise
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Procurador-geral acha legítimo que Obama ordene
execuções sumárias Guerrilha afegã explode um blindado e mata 6 ingleses Página 8 |