A fábrica de aço ArcelorMittal (a maior produtora de aço
do mundo, que açambarcou no Brasil a Acesita e a CST), depois de fechar suas
unidades em Bruxelas e em Madri, fechou um dos altos fornos da sua planta na
cidade francesa de Florange e dos seus 5.000 funcionários, 2.000 estão em
casa.
A empresa declarou que vai voltar a acionar o forno e que
os operários não devem recear demissões definitivas, mas depois dos outros
fechamentos, ninguém acredita e já houve ocupação parcial da fábrica e, na
sexta-feira, com o uso de barricadas de pneus em chamas (ver foto ao lado)
bloquearam a entrada do setor administrativo da empresa.
A direção da empresa lançou um comunicado dizendo que os
operários “não estavam sendo racionais” e que estava “inquieta com a
situação”. A direção que fecha sua produção sem dialogar nem como o
sindicato nem com os trabalhadores disse que sempre demonstrara “disposição
para o melhor diálogo possível desde que a situação social permitar”.
“Hoje, neste setor administrativo, ninguém entra e
ninguém sai”, afirmou o sindicalista da CFDT, Edouard Martin.
A Intersindical, formada pelas centrais CGT-CFDT-FO-CFE/CGC,
que tem pedido, sem sucesso, medidas para promover a retomada ou estatizar
as empresas falimentares, inclusive a Arcelor, sem resposta do governo, já
declarou que junto com os metalúrgicos da Arcelor, vão fazer naufragar o
desgoverno de arrocho que se estabeleceu na França, “vamos derrotar aqui o
arrocho de Sarkozy”, declararam os manifestantes que cercavam a entrada da
fábrica.