|
Empresários e centrais marcam atos contra desindustrialização Manifestação em SP será dia 4 de abril A desindustrialização, e consequente perda de participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB), uniu empresários do setor produtivo e trabalhadores, que lançaram “O grito de alerta em defesa da indústria e do emprego brasileiros” e preparam uma série de mobilizações em vários estados em defesa da indústria e do emprego. Na segunda-feira (12), as Centrais Sindicais (Força Sindical, CGTB, CTB, NCST e UGT), a Federação dos Sindicatos dos Metalúrgicos da CUT/SP, sindicatos dos metalúrgicos de SP e do ABC, entidades empresariais (Fiesp, Abimaq, Abinee, Abit, Abrinq e Abifa), sindicatos de trabalhadores e empresariais de vários ramos econômicos e a UNE se reuniram na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo para acertar os detalhes da grande manifestação que acontecerá no dia 4 de abril em São Paulo, com cerca de 100 mil pessoas. “Entrou na pauta a desindustrialização no momento do anúncio de crescimento de apenas 0,1% da indústria de transformação, ou seja, de estagnação em 2011, o que mostra o certo do nosso movimento. O governo está falando em medidas. Mas é o mesmo de sempre, desoneração para alguns setores. O Brasil Maior para a indústria foi menor. Está aí o resultado da indústria no ano passado”, afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Para o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, “esse movimento é de conscientização. Devemos mostrar que este ano nós vamos pagar R$ 230 bilhões de juros. Somando cartão de crédito, cheque especial e outros mecanismos são mais R$ 350 bilhões de juros. Não sobra dinheiro para investimento porque vai tudo para banco”. “Precisamos abrir mão de medidas paliativas e colocar a indústria como uma questão central no processo de desenvolvimento, envolver neste debate não apenas o governo, mas também a sociedade civil, alertando para os riscos que a desindustrialização oferece ao país como um todo”, acrescentou Aubert. “Queremos reunir milhares de trabalhadores para preservar nossa indústria e garantir os empregos”, disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho). “O nosso foco é a indústria, o emprego, o desenvolvimento do Brasil. Nós vamos falar de redução dos juros, câmbio equilibrado, pois o diferencial dos juros do Brasil em relação aos chamados países ricos ainda é muito grande. Em relação aos Estados Unidos é de 6,8 pontos, à Inglaterra, 7,2 pontos, provocando um tsunami monetário, aumentando as importações e prejudicando as exportações. O fato é que nós tivemos um crescimento pífio de 2,7% no ano passado. Vamos ecoar a nossa voz para aqueles que têm ouvidos moucos”, afirmou o presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira). Segundo o presidente da CTB, Wagner Gomes, “a presidente sabe o que está acontecendo na indústria. Está todo o dia nos jornais. Só não fala do nosso movimento. O que torna mais importantes ainda essas manifestações”. O presidente do Sindivestuário, Ronald Masijah, observou que o setor é atingido em cheio pela desindustrialização: “O nosso setor está engajado nessa luta, pois é o que mais sofre com a desindustrialização. Temos todo o interesse que esse evento tenha sucesso e que o governo acorde para os problemas que estão acontecendo”. De acordo com o presidente da UNE, Daniel Iliescu “o momento que o Brasil vive exige esta unidade. Depois de um crescimento de 2,7%, que eu concordo que é pífio, vem um corte de R$ 55 bilhões do Orçamento e um superávit primário de R$ 140 bilhões. O Brasil precisa tomar uma decisão e escolher um projeto de desenvolvimento, que passa pelo fortalecimento da indústria nacional”. O deputado federal Newton Lima (PT-SP) informou que no dia 27 deste mês será lançada a Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Nacional, com mais de 300 assinaturas, e que seus integrantes estarão na manifestação em São Paulo. “Precisamos resolver a questão do câmbio com urgência e definir medidas de médio e longo prazos”, sublinhou. Também estão marcadas as manifestações em Porto Alegre (26/03), Itajaí (28/03), Curitiba (03/04) e Brasília (10/05), quando as Centrais e as entidades empresariais pretendem entregar à presidente Dilma o manifesto com propostas de medidas emergenciais para a retomada da indústria nacional, como redução da taxa básica de juros (Selic), redução do spread e medidas urgentes para atenuar a sobrevalorização cambial. VALDO ALBUQUERQUE
|
|
| Link permanente para esta página | |
|
Capa
Página 2
Empresários e
centrais marcam atos contra desindustrialização
Página 3
Luiz Aubert da Abimaq: “País desenvolvido só se constrói com uma indústria forte” O pibinho chegou para ficar? (JOÃO SICSÚ) Produção industrial cai em nove dos 14 locais pesquisados Em “caráter prudencial”, Fazenda amplia prazo do IOF para 5 anos Expediente Juro no BB pode cair para até 2% ao mês e taxas na CEF a 4% Procuradoria-geral da República recorre ao STF para que crimes de Dantas não fiquem impunes Lula sai do hospital e em breve retoma vida normal O primo mais esperto de José Serra (IV) Deputado já tem 136 apoios para criar a CPI das ligações entre contraventor e políticos Emenda que institui monopólio dos grandes partidos começa a ser apreciada pelos senadores Eduardo Braga deve ser novo líder Página 4Ricardo Joaquim: o combate de um herói do povo brasileiro Joaquim: um homem corajoso e determinado - Miguel Manso “Que esse crime não fique impune”, afirma prefeita PPL convoca população para missa de sétimo dia e ato em homenagem a Joaquim CUT convoca mobilização contra os juros altos e arrocho salarial Professores fazem greve nacional por mais investimento na Educação 8 de Março: ato em SP reúne milhares por mais creche, mais emprego e menos juros RS: Mínimo regional terá reajuste de 14,75% Operários de Jirau param por reajuste e vale-alimentação
Afeganistão:
soldados dos EUA chacinam 16 civis em Kandahar
Assad a Anan: sabotadores não fazem parte do diálogo nacional
Criminosos pagos pela CIA
destróem oleoduto em Hama Produção industrial da argentina cresceu 6,5%
Página 7
“Acordo” só leva mais dinheiro a bancos e agrava
dívida da Grécia EUA: sistema arcaico de registro pode anular milhões de votos em novembro Grampeadores a serviço de Murdoch voltam para cadeia Página 8 |