|
Operários de
Jirau param por reajuste e vale-alimentação
Cerca de 20 mil operários da construção da Usina
Hidrelétrica de Jirau, em Porto Velho (RO) entraram em greve nesta
segunda-feira. O movimento marca o início da campanha salarial 2012 e reivindica
20% de reajuste salarial, vale-alimentação de R$ 510, pagamento de 100% de todas
as horas extras e melhores condições de trabalho no canteiro de obra.
Os trabalhadores são funcionários da Enesa
Engenharia, contratada pelo Consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR),
controlado pela multinacional francesa Suez.
“A estrutura do alojamento não dá conta da
quantidade de operários. Falta desde banheiro até área de lazer, algo muito
grave se levarmos em conta que os trabalhadores estão em uma área remota dentro
da floresta amazônica”, declarou o presidente da Confederação dos Trabalhadores
na Indústria da Construção e Madeira (Conticom), Cláudio Gomes.
Em maio do ano passado, as péssimas condições em
Jirau e na construção da hidrelétrica de Santo Antônio, também em Rondônia,
culminaram em conflitos e em uma greve histórica que durou 28 dias.
Após a pressão das centrais sindicais e rodadas
de negociação com o governo, no último dia 1º, trabalhadores, governo e
empresários assinaram o Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de
Trabalho na Indústria da Construção. O documento facultativo estabelece padrões
mínimos para questões como salário, moradia, segurança e saúde no trabalho,
jornada, higiene e alimentação. |