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Lideranças femininas de 60 países abrem o 15º Congresso da FDIM Delegações de todos os continentes participam do encontro, em Brasília Com a presença de 500 mulheres de 60 países, iniciou no domingo o XV Congresso da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM), que está sendo realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, até a próxima quinta-feira. O encontro traz como tema “Mulheres de todo o mundo construindo a paz justa, com direitos, igualdade e desenvolvimento”. No domingo, a Sessão Plenária Internacional inaugurou os trabalhos, com a aprovação do Regimento Interno do XV Congresso da FDIM e suas Comissões e a apresentação e deliberação do Informe do Comitê de Direção e demais setores. Na mesa, se reuniram mulheres das Américas, África, Ásia, Países Árabes e da Europa. Em pronunciamento, a presidente da FDIM, Márcia Campos, agradeceu pela presença das delegações por seu “grande esforço pessoal e político, para participar desse XV Congresso. O Brasil se sente honrado em recebê-las”, afirmou, ressaltando que “este Congresso acontece numa conjuntura internacional de lutas e resistência dos trabalhadores e trabalhadoras contra a nefasta política imperialista e neoliberal e seus efeitos sobre as mulheres. Nas ruas e praças lutamos de todas as formas, com combatividade e determinação, contra a grave crise econômica dos centros financeiros imperialistas, EUA, Europa e Japão. O imperialismo, que já não consegue extrair seus lucros extraordinários em seus próprios países, quebrados e em recessão, exportam a crise para outros países, para que todos paguem por uma crise que não criamos”. Durante os dois primeiros dias do encontro, foram realizados diversos painéis e grupos de trabalho. Entre os temas debatidos, estão: A crise capitalista e seus impactos nas mulheres, apresentado por Mairini Stefanidi (Europa/Grécia) e coordenado por Yolanda Ferrer (América/Cuba) e Chae Chun Hui (Ásia/Coréia); Abordagens à igualdade, desenvolvimento e paz para as mulheres, apresentado por Skevi Koukoumas (Europa/Chipre); Diversidade étnica, racial e cultural, apresentado por Rosa Salazar (América/Equador) e coordenado por Liege Rocha (América/Brasil); Agressão e ocupação imperialista e os desafios para a paz mundial, apresentado por Intisar Alwazir (Árabe/Palestina) e coordenado por Ilda Carreira (África/Angola) e Margarita Abarca (América/México), entre outros. Também no domingo, foi realizada a III Festa das Nações e da II Feira do Livro, com um ato de solidariedade à Palestina, Cuba e Países Árabes, presidida pela angolana Ilda Carreira. A crise dos EUA e Europa foi um dos principais pontos levantados durante os debates. Para Márcia Campos, a união das entidades internacionais tem sido fundamental para o enfrentamento e combate dessa grave crise. “Na Grécia, o povo tem-se manifestado contra a política de privatização, contra a política de arrocho salarial e a retirada de seus direitos. Durante os últimos dois anos, vinte e duas greves gerais foram organizadas e a greve dos metalúrgicos durou 6 meses. O povo nas ruas condenou a plutocracia, a União Européia, a troika neoliberal e a política social democrata. Segundo índices oficiais no país, a taxa de desemprego entre as mulheres já alcança 15,5% e está em curva ascendente. Na Espanha, país que a troika se volta no momento, nossas companheiras se organizam e participam, junto com toda a sociedade, de greve geral contra lei que apóia e promove demissão e corte nos salários, flexibilização de direitos que torna insuportável a situação do povo trabalhador que já não ganha para sobreviver. Em Portugal a reação não é menor. Os trabalhadores e trabalhadoras realizaram 3 greves gerais em março, convocados pelas Centrais Sindicais Portuguesas e pararam o país contra a política de arrocho de salários e cortes de direitos”, afirmou a presidente da FDIM. Após os debates desses dois primeiros dias, as participantes do Congresso se prepararam para a Caminhada das Mulheres pela Paz Justa na Esplanada dos Ministérios, que ocorre esta semana, com concentração no Ministério da Saúde. E à noite, as delegações participam da Celebração da unidade das mulheres de todo o mundo com a presença de autoridades nacionais e internacionais. |
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