150 mil empregos industriais foram fechados na França entre
2009-2011
Por trás do desemprego e da queda do crescimento econômico
registrados nos últimos anos na França esconde-se o fenômeno relativamente novo
da desindustrialização, evidenciado na perda acelerada de centenas de fábricas,
afirma matéria do corresponsável da Prensa Latina na França.
Segundo revelou
um estudo recente, entre 2009 e 2011 foram fechados definitivamente no país 879
centros de produção de diferentes tamanhos e importância e ficaram na rua cerca
de 100 mil operários por esse motivo. Isto significa o fechamento a cada semana
de 5,6 fábricas em média e, ainda que muitas fossem de pequena e média
envergadura, também houve casos mais sérios, como o da unidade siderúrgica
ArcelorMittal de Gandrange, no departamento de Moselle.
Aos
trabalhadores do local foi informado que se tratava de uma medida temporária
enquanto o mercado do aço entrava em recuperação, mas a empresa nunca reabriu
suas portas.
Esta
multinacional repetiu a experiência no ano passado nas instalações vizinhas de
Florange onde apagou um por um os altos fornos, também com o pretexto de fazer
economia, e desestabilizou o futuro de cinco mil operários.
Uma situação
muito similar ocorre na refinaria Petit-Couronne, do consórcio Petroplús, que
teve que parar as máquinas quando um grupo de bancos lhe interrompeu os créditos
e não pôde comprar mais petróleo no mercado internacional.
Ao fenômeno da desindustrialização, já em si muito grave, somam-se outras
práticas danosas para os trabalhadores.
Pelo menos em 1.200 empresas francesas os donos estão reduzindo pessoal para
poupar custos e manter seus lucros.
Só a indústria
automobilística despediu 30 mil empregados nos últimos três anos e, se forem
somados a eles os dos ramos da química, farmacêutica, informática e metalurgia,
ultrapassam amplamente os 50 mil.
Dito de maneira
mais simples, entre as firmas francesas que fecharam e as que reduziram pessoal
entre 2009 e 2011, foram suprimidos ao redor de 150 mil postos de trabalho.