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Indústria do país
não pode ser sucateada pela guerra comercial desencadeada pelos países ricos,
diz Dilma
A
presidenta Dilma Rousseff afirmou que é preciso equacionar três amarras no país
durante discurso na cerimônia de formatura da turma de diplomatas de 2010-2012
do Instituto Rio Branco e da cerimônia de Condecoração da Ordem de Rio Branco,
na sexta-feira (20).
“As três
amarras são: taxa de juros, taxa de câmbio e impostos altos”, afirmou.
A
presidenta declarou que não deixará a indústria brasileira ser sucateada pela
guerra comercial desencadeada pelos países ricos. “[O Brasil] não vai deixar a
sua indústria, que é uma indústria razoavelmente complexa, ser sucateada por
nenhum processo de desvalorização de moedas e nem por guerras comerciais que
usam métodos, não muito, eu diria assim, não muito éticos”, ressaltou.
Em
entrevista coletiva, a presidenta foi questionada se a recente redução dos juros
dos bancos privados foi suficiente. Ela respondeu que o Brasil tem que “buscar
um patamar de juros similar ao praticado internacionalmente”. “Tecnicamente fica
muito difícil o Brasil, diante do que ocorre no mundo, justificar spread tão
elevado”, afirmou. Spread é a diferença entre o que o banco “paga” para captar
dinheiro e o que ele “recebe” pelos empréstimos. É a taxa de risco cobrada pelo
emprestador, além dos juros, e que varia de acordo com o tomador (na definição
do Houaiss).
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