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Senado aprova alíquota única para
ICMS de importados e põe fim à guerra dos portos
O Senado aprovou na terça-feira (24) o Projeto de Resolução
72, que estabelece uma alíquota única de 4% do Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS) para produtos importados ou que usem mais de 40%
de matéria-prima importada durante o processo de industrialização.
Com a aplicação da alíquota única de ICMS sobre os
importados para todos os estados, a medida deve reduzir a chamada “guerra dos
portos”, já que, alguns estados concediam alíquotas diferenciadas para que os
produtos importados destinados a transações comerciais interestaduais entrem no
país pelos seus portos. Como se trata de matéria de prerrogativa do Senado, o
projeto segue para promulgação no Diário Oficial da União.
A nova lei prevê que o percentual se aplica aos bens e às
mercadorias importadas que, após o desembaraço aduaneiro, não tenham sido
submetidas a processo de industrialização ou que, mesmo tendo passado por alguma
alteração, resultem em mercadorias com mais de 40% de componentes comprados fora
do Brasil.
“É um absurdo que um importado possa receber um incentivo
do qual o produto brasileiro não dispõe. A Resolução 72 acaba com essa
distorção, criando condições mais justas e isonômicas de concorrência,
desenvolvimento e empregos no nosso país”, comemorou o presidente da Federação
das Industrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
“A aprovação da Resolução 72 é um passo fundamental para
continuarmos firmes na nossa luta em defesa da indústria nacional. O próximo
passo é reduzir os juros aos níveis internacionais para retomarmos o crescimento
barrando essa política econômica que está prejudicando a produção nacional, o
emprego e o salário dos trabalhadores”, disse o presidente da CGTB, Ubiraci
Dantas de Oliveira (Bira).
Os senadores rejeitaram a proposta de Aécio Neves
(PSDB-MG), que sugeria o estabelecimento de um período de transição de cinco
anos para a implementação da lei. O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO),
investigado pelo Conselho de Ética pelo seu envolvimento com o bicheiro
Carlinhos Cachoeira votou contra a unificação da alíquota. |