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Governadores
criticam leis que impedem investimentos
“Não há como fazer investimentos e melhorar a
qualidade de vida de um povo com uma dívida desumana a pagar. A população mora
nos estados e municípios, não na União e por isso cobra melhorias na qualidade
de vida dos governos estaduais e prefeituras, mas como investir se grande parte
da nossa receita vai para o pagamento da dívida?”, questionou o vice-governador
do Pará, Helenilson Pontes, durante audiência na Câmara dos Deputados, realizada
na semana passada (19/04), referindo-se à Lei de Responsabilidade Fiscal que
sufoca a administração pública e proíbe a renegociação da dívida dos estados.
Nesta quarta-feira, um grupo de trabalho na
Câmara dos Deputados se reuniu para fazer um balanço da audiência, onde os
governadores defenderam a revisão dos contratos de renegociação de dívidas
assinados com a União entre 1997 e 2001, e a redução do peso das prestações
mensais pagas ao Tesouro Nacional, liberando recursos para investimentos.
Além da questão da dívida, os governadores
enfrentam ainda o limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal para gastos
com pessoal. Em estados como Bahia e Distrito Federal, professores mantêm a
greve por reajuste salarial. No DF, o Governo aceitou reivindicações como
pagamento do auxílio-saúde no valor de R$ 110 para todos os professores a partir
de junho de 2012; o pagamento de valores devidos de exercícios anteriores até o
limite de R$ 5 mil, de forma integral, em dezembro de 2012 e a conclusão da
discussão da proposta de reestruturação do plano de carreira, mas em relação aos
reajustes, afirma que chegou ao limite. |
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