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Comperj:
operários realizam ato em frente à sede da Petrobrás
Os funcionários da obra do Complexo Petroquímico
de Itaboraí (Comperj), em greve desde o dia 9 de abril, realizaram um protesto
em frente à sede da Petrobras, na Avenida Chile, no Centro do Rio de Janeiro. A
mobilização levou cerca de 20 ônibus cheios de trabalhadores ao local, que
depois seguiram para a Assembleia Legislativa (Alerj) para pedir aos deputados
apoio à reivindicação que interfiram na negociação.
A reivindicação é de um reajuste de 12% do piso
salarial da categoria, hoje em R$ 860. As empresas - são 24 consórcios que
constroem o complexo - oferecem 9% de aumento. Segundo o secretário-geral do
Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Montagem, Manutenção e Mobiliário de
São Gonçalo, Itaboraí e Região (Sinticom), Luiz Augusto Rodrigues, mais uma
reunião terminou sem acordo.
Além do reajuste salarial, os trabalhadores
também pedem vale alimentação de R$ 300 e negociação dos dias parados em
fevereiro. Os consórcios que fazem a gestão das obras do Comperj ameaçam
descontar os dias paralisados dos cerca de 15 mil operários terceirizados que
participam da greve. |