Foi preso nos EUA o engenheiro Kurt Mix, 50, ex-funcionário
da petroleira BP, acusado de destruir intencionalmente provas e obstruir a
Justiça nas investigações do maior vazamento de petróleo da história do país,
ocorrido em 2010 no Golfo do México. Ele é acusado de ter apagado, em agosto de
2010, mais de cem mensagens de texto do seu iPhone, trocadas com um prestador de
serviços da BP sobre a quantidade de petróleo que havia vazado do poço após a
explosão de abril.
O governo dos EUA estima em 4,9 milhões de barris de petróleo
o volume despejado no mar, durante 90 dias, no desastre que custou, ainda, a
vida de 11 pessoas que trabalhavam na plataforma de petróleo que explodiu. A BP
foi forçada a um acordo de US$ 7,8 bilhões com o comitê que representa as
milhares de vítimas do vazamento.
Se condenado, Mix pode pegar até 20 anos de prisão, e ainda
está sujeito a uma multa de US$ 500 mil. A Justiça dos EUA considera que o
engenheiro apagou as mensagens sabedor de que o conteúdo armazenado no telefone
seria usado nas investigações – havia sido alertado pelas autoridades da
obrigação de preservar os dados.
Após advertência do secretário de Justiça dos EUA, Eric
Holder, de que as investigações sobre o caso continuam e podem atingir outros
profissionais e a própria petroleira, a BP, em comunicado, disse ter feito
“esforço substancial” para preservar as evidências do vazamento.