Escândalo assombra a Velha Albion:
Murdoch é o Cachoeira de Cameron
Continua repercutindo o novo escândalo do magnata da mídia,
Rupert Murdoch. Após o grampe-amento de 4 mil pessoas, crime que forçou o
fechamento de seu jornal “News of the World”, Murdoch agora está sendo
investigado por ter acionado o primeiro-ministro David Cameron e o ministro da
Cultura, Jeremy Hunt, para obter o controle total da rede de TV por satélite
British Sky, da qual já detinha 39%.
O magnata depôs
no parlamento inglês, sempre negando o suborno das altas autoridades.
Manifestantes fantasiados de Murdoch exibiram fantoches representando Cameron e
Hunt, sob o cartaz de “Fim da máfia Murdoch”. Depois do escândalo dos grampos,
Murdoch teve de recuar no assalto à BSky.
E-mails vazados
pela imprensa britânica na semana passada mostraram que Hunt passou informações
confidenciais para Murdoch sobre as negociações da British Sky. Os documentos
também revelaram que Hunt fez uma viagem de cinco dias aos EUA para prestar
contas em segredo ao magnata.
Soube-se ainda
que, antes da eleição, o filho de Murdoch, James, responsável pelos jornais do
grupo na Inglaterra, visitou Cameron oferecendo apoio nas eleições em troca,
entre outras coisas, da nomeação de Hunt, como efetivamente aconteceu.
Murdoch
asseverou ainda, diante da comissão que investiga os escândalos na mídia
inglesa, que a decisão de Cameron, em 2008, de interromper seu feriado com a
família para se reunir com ele em um iate numa ilha grega se dera por causa do
desejo do político de influenciar a mídia, não o contrário.
Já o filho de
Murdoch confirmou ter tido “inúmeras conversas sobre diferentes assuntos
relativos aos negócios e a indústria dos meios de comunicação em geral” com Hunt.
James Murdoch confessou, também, ter estado nada menos que em 12 oportunidades
com Cameron.