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STJ barra armação
contra o governador do Distrito Federal
A Corte
Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, na quarta-feira (2),
pedido de prisão preventiva contra o governador do Distrito Federal, Agnelo
Queiroz (PT). O pedido foi feito pela deputada distrital Celina Leão (PSD/DF),
cria do ex-governador do DF, o ficha suja Joaquim Roriz. Ela alegou espionagem
ilegal, uso da máquina e quebra de sigilo telefônico e telemático de supostos
opositores ao governo.
Por
unanimidade, o STJ considerou que o pedido não reunia os fundamentos necessários
para embasar a prisão do governador. Segundo o relator do inquérito, ministro
Cesar Asfor Rocha, não há indícios que fundamentem a prisão preventiva, pois o
pedido da deputada foi embasado apenas em notícias da imprensa.
Para os
ministros Gilson Dipp, Arnaldo Esteves Lima e Maria Thereza de Assis Moura, a
deputada não tem legitimidade para requerer a prisão do governador. Neste
momento, o processo está na Procuradoria-Geral da República (PGR), a quem cabe
oferecer a denúncia ou pedir o arquivamento do caso se as ilegalidades não forem
provadas.
Celina
Leão foi eleita deputada distrital nas eleições de 2010. Antes disso, participou
do governo de Joaquim Roriz, em 2006, quando foi nomeada como primeira
secretária de Estado da Juventude do Distrito Federal. Ela também é ex-chefe de
gabinete da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), esteve envolvida em
denúncias de fraude em licitações e contratação de funcionários fantasmas. A
deputada já foi da juventude do PSDB.
Ela e o
deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR) têm feito ataques virulentos,
persecutórios contra Agnelo Queiroz, acusando o governador de grampeá-lo usando
o operador de Cachoeira, Idalberto Matias, o Dadá. Mas a verdade é que o
deputado foi citado por Dadá nos diálogos gravados pela Operação Monte Carlo
como apoio da organização criminosa encabeçada pelo contraventor.
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