O presidente Obama foi até o Afeganistão ocupado fazer
campanha celebrando um ano do assassinato de Osama Bin Laden. Não mencionou
porém haver ferido a soberania de outro país, o Paquistão, para realizar a
execução.
Dia 2, em Cabul, de dentro da maior das bases dos EUA,
Bagram - também denunciada como o principal centro de tortura dos invasores
- falar da suposta vitória sobre as forças que resistem tanto à invasão,
quanto ao governo fantoche comandado por um ex-funcionário da petroleira
Unocal que desejava construir um gasoduto que atravessaria o país, o que foi
negado pelo governo afegão anterior à invasão.
Antes de falar assinou um acordo com o presidente
fantoche que estabelece mais uma década de presença militar dos EUA (não na
forma de invasão, claro, mas de "ajuda militar").
As explosões às portas da embaixada dos EUA, assim que
ele saiu do país mostram que seu preposto vai precisar mesmo de muita
"ajuda".
Obama havia dito que o tal "acordo" permitiria aos EUA se
"desengajar" do Afeganistão mas não especifica o que isso significa
exatamente em termos de retirada de tropas. Atualmente são perto de 100 mil
soldados norte-americanos no país.
O porta-voz da guerrilha afegã, citado pela CBS, Zabihullah Mujahid,
declarou que o ataque foi uma resposta a vinda do chefe dos agressores ao
seu país. "O ataque demonstra a nossa capacidade de atingir o inimigo onde a
guerrilha quiser. Há perdas graves entre os inimigos".