Americanos enfrentam polícia para participar do 1º de Maio

Único país do mundo que desconsidera o 1º de Maio, os Estados Unidos foi sacudido por manifestações convocadas pelo Ocupar Wall Strett (OWS) no Dia do Trabalhador, em inúmeros protestos contra o capitalismo, o parasitismo do sistema financeiro e “o privilégio aos 1% mais ricos”.

“Nós somos os 99% e podemos mudar o mundo”, entoaram milhares de vozes, de costa a costa, que se uniram para celebrar o dia da classe trabalhadora. Embora tenha nascido para lembrar os mártires de Chicago, lutadores pelos direitos que tombaram em 1886, após violenta repressão policial que deixou um saldo de uma dezenas de mortos e centenas de feridos, a data até bem pouco tempo era completamente ignorada no país.

O agravamento da crise, o alastramento do desemprego e a completa falta de perspectivas serviram de combustível para a reflexão sobre o “governo dos 1%” e a ação em defesa de um novo sistema, aponta a “Coalizão 1º de Maio pelos direitos dos trabalhadores e dos imigrantes”, que coordenou a mobilização em Nova Iorque sob o lema “Mesmos direitos para todos, sejam de onde sejam”. “Por trabalho, educação e paz para todos”, a multidão também ocupou as ruas de Chicago, onde tomou a frente do Bank of America, e de Los Angeles, entre outras importantes cidades.

“Nós viemos fazer os piores trabalhos e os mais mal remunerados: somos os escravos modernos. Agora nos chamam de assaltantes porque tiramos o pão de seus filhos, quando somente nos dão a vaga que ninguém quer”, denunciou a imigrante Guadalupe Pérez.

A marcha tomou a tradicional 5a Avenida, enfrentando a violenta repressão policial que acompanhou todo o percurso. Apesar de dezenas de manifestantes terem sido presos, algemados e jogados dentro dos camburões, o protesto seguiu em frente.

Para Sonia Garcia, “é uma vergonha que Obama só se lembre dos imigrantes às vésperas da eleição. Ele não fez nada para parar as deportações nesses quatro anos”.

“O dia de hoje é crucial para a história dos Estados Unidos. A única salvação para todo o mundo é a ocupação em Wall Street. Você tem aqui ricos, pobres, jovens e idosos, fora um monte de gente que não está aqui por medo de perderem seus trabalhos: gente da minha família inclusive. Em 65 anos nunca vi nada igual”, declarou a professora Suzane.

 


Capa
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Bancos chantageiam o governo para tomar poupança dos pobres

Avanço das importações reduz o saldo da balança

Produção da indústria no país cai 0,5%

Funpresp não garante aposentadoria integral a servidores públicos

Pressionado pelos EUA e UE, PB assevera que mantém conteúdo nacional no leilão 4G

Aécio ofende repórter ao ser indagado sobre contratação de uma sobrinha de Cachoeira
 

Expediente
 

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CPI pede a quebra dos sigilos e convoca Cachoeira para dia 15

“Vamos detonar aquele trem na Veja”, avisa Cachoeira

Perillo abriu as contas do Estado de Goiás para o operador de Cachoeira

Errata

Articulação de Cachoeira, Demóstenes aceitou ir à Itália para pedir desculpas a Berlusconi pelo caso Battisti

Plano da quadrilha era eleger senador prefeito de Goiânia

Procurador-geral recusa convite, mas CPMI vai convocá-lo

Amorim quer elevar orçamento da Defesa do atual 1,5% do PIB para a média de 2,4% dos Brics

STJ barra armação contra o governador do Distrito Federal

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RS: Governo propõe criação de empresa para gestão das rodovias

Câmara dos Deputados aprova PL que torna crime a exigência de cheque caução para atendimento médico

Esquema Veja-Cachoeira maquinou contra toda a cúpula do Ministério dos Transportes

Tributo à Cabeça Filho - Emerson Leal

PPL da Paraíba lança “Frente Democrática por Bayeux”

CARTAS

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Evo comemora 1º de Maio com nacionalização de distribuidora

México: trabalhadores convocados a afastar o capacho dos EUA, Calderón

Cuba: Trabalhadores tomam a Praça José Marti para condenar o bloqueio dos EUA

Venezuela proíbe terceirizações, amplia licença maternidade e reduz jornada de trabalho a 40 horas

Nicarágua dá adeus a herói da Frente Sandinista, Tomás Borge

Obama faz campanha celebrando assassinato de Osama Bin Laden

Mercenários matam filho de opositor que se nega a aderir a terror contra Síria

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Agripino Grieco e a ressurreição da literatura brasileira no século XX