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Produção industrial cai pelo quarto trimestre consecutivo É o resultado de cinco altas seguidas dos juros A produção industrial recuou 0,5% em março, em relação a fevereiro. Em janeiro havia caído 1,6% e em fevereiro teve alta de 1,3%. Em todas as bases de comparação a produção da indústria ficou negativa. Em relação a março de 2011, a variação foi de -2,1%. No acumulado do primeiro trimestre a produção fabril apresentou retração de 3,0% ante o mesmo período do ano passado. Sobre o trimestre imediatamente anterior, -0,5%. Todos os índices com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), “a recuperação tão esperada do setor provavelmente ficará para o segundo semestre, o que compromete o crescimento da produção industrial neste ano”. O índice negativo do primeiro trimestre de 2012 é o quarto trimestre seguido de queda. A produção industrial vem perdendo ritmo desde o primeiro trimestre de 2011, quando subiu 2,8%, caindo para 0,6% no segundo trimestre, ficou estagnada (0,0%) no terceiro trimestre e caiu para -2,1% no quarto trimestre de 2011. Foi o resultado de cinco aumentos consecutivos da taxa Selic em 2011 e a resistência posterior do Banco Central em reduzi-la aos níveis internacionais, para eliminar o diferencial de juros em relação aos Estados Unidos, Europa e Japão. Mais também do corte do orçamento, das restrições de crédito e do alto grau de desnacionalização da economia brasileira, que, junto com o câmbio deformado pelos juros siderais, viabiliza uma avalanche de produtos importados, estrangulando a produção industrial local. A redução à conta gota da taxa Selic não foi capaz de eliminar o diferencial de juros e mesmo com a recente decisão do governo em reduzir os juros de linhas de crédito do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, no geral, os créditos continuam caros, o que dificulta os investimentos industriais. Em março, 18 dos 27 ramos pesquisados apresentaram recuo. As maiores quedas se deram nos segmentos de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (-10,1%), edição, impressão e reprodução de gravações (-7,1%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-6,9%), refino de petróleo e produção de álcool (-3,6%) e outros produtos químicos (-2,3%). Segundo o IBGE, “no índice acumulado para os três primeiros meses de 2012, frente a igual período do ano anterior, o recuo foi de 3,0%, explicado principalmente pelos resultados negativos em três das quatro categorias de uso e na maior parte (15) dos vinte e sete ramos investigados. Entre as atividades, a fabricação de veículos automotores, com queda de 20,4%, permaneceu com a maior influência negativa sobre o índice geral”. Outros ramos tiveram expressivos resultados negativos: vestuário e acessórios (-14,1%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-13,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-12,1%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-12,7%), têxtil (-7,5%), borracha e plástico (-5,1%) e metalurgia básica (-3,7%). Entre as categorias de uso, os resultados para o primeiro trimestre de 2012 confirmaram o menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-11,6%) e bens de capital (-11,4%), pressionados especialmente pela menor produção de automóveis, no primeiro grupamento, e de bens de capital para transportes (caminhões) no segundo. O setor produtor de bens intermediários (insumos, componentes etc.) recuou 1,3%. O segmento de bens de consumo semiduráveis e não duráveis (roupas, alimentação etc.) teve modesta expansão de 0,9%, o único resultado positivo no período. “O cotejo da indústria de transformação brasileira com os de economias periféricas com semelhante grau de desenvolvimento revela igualmente o baixo dinamismo do setor fabril nacional. Com a queda de 3,1% frente a março de 2011, o desempenho da produção manufatureira foi inferior ao da grande maioria dos demais países da amostra, com destaque para Rússia (2,4%) e Argentina (2,1%). Além do Brasil, apenas a indústria de transformação da Tailândia registrou taxa negativa em março (-3,2%)”, comparou o IEDI. |
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Página 2 Produção industrial cai pelo quarto trimestre consecutivo A redução nos rendimentos da poupança e o ganho dos bancos Vale vende 61,5% em mina de Caulim para americanos Importações provocam tombo no setor eletroeletrônico em março, diz Abinee Produção de veículos recua 15,5% em abril Vendas de material de construção caem 8,5% Fecomercio: inadimplência atinge 21,8% dos paulistanos Página 3Para relator, Demóstenes usou o mandato para atos escusos Veja sabia da posição de Demóstenes na quadrilha Relação de Veja com contraventor vai ser apurada, diz relator da CPMI Policarpo obedecia ao Roberto Civita, afirma Fernando Ferro Cinco universidades públicas do Rio de Janeiro conferem título a Lula Líder do PSDB defende investigação de “fatos criminosos na atuação da imprensa” PPL de Porto Alegre anuncia apoio à pré-candidatura de Adão Villaverde à prefeitura Contratos da Delta dispararam com Serra na prefeitura e Estado Página 4Ataques aos direitos autorais lesam os artistas brasileiros Ecad é necessário para arrecadação, diz ministra Justiça decreta prisão de responsáveis pelo Massacre de Eldorado dos Carajás Seminário do FNDC defende convocação de donos da “Veja” na CPI do Cachoeira Página 5Brizola Neto assume o Ministério: “avançar na valorização do trabalho” Dilma resgata Trabalhismo de Getúlio e Jango durante cerimônia de posse Metalúrgicos da GM fazem greve por 10% de reajuste ES: Operários da construção civil conquistam 14% de reajuste salarial
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