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Israel: apartheid e chantagem nuclear (I) "Israel tomou para si a posição de não ser o primeiro país a introduzir armas atômicas no Oriente Médio. Esta era nossa política e é a nossa política hoje". O autor desta declaração, datada de 1985, é nada menos do que o homem em cujo Ministério (Defesa, 1953) foi iniciada a construção do reator nuclear de Dimona, o primeiro e até hoje único a produzir armas nucleares na região. A declaração ocorre pouco mais de um ano antes de um dos funcionários da usina revelar que Peres mentira. Este era um segredo trancado a sete chaves pelo governo de Israel que mentia ao mundo sobre seu arsenal nuclear. O homem que revelou este segredo foi seqüestrado pelo Mossad em outro país (mais precisamente em Roma, Itália) preso por 18 anos, dos quais 12 em confinamento solitário, sua condenação foi pronunciada após um julgamento secreto. Mordechai Vanunu, que denunciou armas nucleares de Israel, foi solto apenas em 2004 mas, como afirmam grupos de direitos humanos em Israel é até hoje "um preso de opinião". Foi solto mas está proibido de contatar estrangeiros, aí incluídos é claro jornalistas sob pena de voltar à prisão, o que já aconteceu seis vezes. Após sair pela primeira vez da prisão localizada na cidade israelense de Ashquelon, em 22 de abril de 2004, Vanunu declarou de forma firme e altaneira: "Sou Mordechai Vanunu! Sou o homem por trás da matéria publicada no Sunday Times sobre a existência de armas nucleares de Israel. Enquanto alguns me chamam de traidor, digo que tenho orgulho e me sinto feliz pelo que fiz". "Sou um símbolo do poder da liberdade que vocês não podem quebrar no espírito humano", acrescentou. Pouco depois Vanunu violou a imposição do silêncio e em entrevista à BBC em dezembro de 2004 declarou: "Quando revelei as armas nucleares israelenses agi em minha consciência e para prevenir um holocausto nuclear. Recebi uma pena maior do que qualquer assassino. Os israelenses têm esse bonito discurso de liberdade mas querem destruir qualquer um que os critique ou que revele a verdade ao mundo. O mundo precisa enxergar que tipo de democracia existe verdadeiramente em Israel", declarou o técnico nuclear em sua entrevista de dezembro de 2004. Agora, o escritor alemão que foi mais longe na descrição das mazelas do período nazista em seu país e que mereceu o Prêmio Nobel de Literatura, Günther Grass, foi declarado "persona non grata" por Israel após a publicação de seu poema O que precisa ser dito no qual afirma: "O poder atômico de Israel coloca em perigo/ a já frágil paz mundial". A BBC produziu dois excelentes documentários sobre esta história de perseguição de chantagem. O primeiro de 2003 pode ser acessado através do link http://vimeo.com/39097216 O segundo, realizado em 2007, pode ser localizado em http://www.youtube.com/watch?v=AIBkRDzffak Ao assistir recentemente a estes dois vídeos e acompanhar a campanha de difamação contra Grass, decidi escrever uma série de artigos mostrando o vínculo entre a história de Vanunu e de seus perseguidores à ideologia e regime de apartheid que dominam o povo palestino e, através de uma cegueira violentamente induzida, submetem os judeus israelenses e os que com ela se identificam fora de suas fronteiras a sua perigosa insanidade. |
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Capa
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França nega reeleição a Sarkozy por seu capachismo
ao FMI/BCE
Página 8
Guantánamo: Promotor-chefe diz que tortura não invalida “processo” Eleições municipais na Grã-Bretanha levam à derrota a coalizão do arrocho de Cameron Coalizão do CDU de Merkel com partido Liberal perde o governo estadual de Schleswig-Holstein Itália: partido de Berlusconi sofre derrota no primeiro turno das eleições municipais Rússia denuncia EUA por financiamento de ações de Ongs para desestabilizar governo
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