Atos em Washington e Nova Iorque exigem fechamento de Guantánamo

Manifestantes saíram também às ruas de San Francisco, Chicago e outras 22 cidades dos EUA

Atos exigindo o fechamento imediato de Guantánamo ocor
reram em 26 cidades norte-americanas. As principais manifestações aconteceram em Nova Iorque (na Times Square), Washington, Los Angeles, Chicago e San Francisco.

Um grupo de manifestantes abriu a faixa "Close Guantanamo" (Fechem Guantánamo) diante da Casa Branca no dia 11.

Manifestantes portavam cartazes declarando "Quero ser livre"; outros cartazes traziam nomes de alguns dos presos no campo de concentração que o governo dos EUA mantém em território cubano ocupado, apesar das promessas eleitoreiras de Obama de fechar a prisão. Muitos dos presentes usavam roupas cor laranja para lembrar os trajes dos prisioneiros mantidos em Guantánamo.

A manifestação ocorreu depois que a greve de fome dos prisioneiros entrou no terceiro mês. Há relatos da alimentação forçada via sondas que, segundo relatos de um dos presos, Samir Naji al Hassan, são extremamente dolorosos e degradantes (ver matéria sobre artigo publicado no New York Times nesta página).

Os atos foram convocados pela ACLU (American Civil Liberties Union – União Americana Pelas Liberdades Civis) e pela Anistia Internacionais com o apoio de 23 organizações de direitos humanos.

No manifesto lançado como convocatória das manifestações, as 25 organizações que assinam exigem a Obama que "comece a proceder a transferência dos que seguem detidos a seus países".

Diante do fato de que os presos são mantidos indefinidamente, sem acusação formal nem julgamento, há já 10 anos, Zeke Johson, diretor da Anistia Internacional nos EUA, declarou que "a morte não pode ser o único caminho para fora de Guantánamo". "Chegou a hora de seu encerramento", acrescentou.

O campo de concentração foi instalado em 2002 pelo governo de Bush, sob o pretexto de "Guerra ao Terror", na verdade tornando-se mais um instrumento do terrorismo internacional praticado pelo Império, aprisionando pessoas – a maior parte delas inocentes – pelo mundo inteiro.

Dados divulgados pelos organizadores do ato dão conta de que 130 dos 166 prisioneiros estão em greve de fome.

DIREITOS HUMANOS

A Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Navi Pillay, já havia declarado na sexta que a manutenção de presos em Guantánamo viola as leis internacionais e as próprias leis norte-americanas.

Pillay afirmou que é preciso que fique claro que "os Estados Unidos estão em clara violação não apenas de seus próprios compromissos, mas também das leis e padrões internacionais que são obrigados a seguir". Ela expressou grande desapontamento com o fracasso do governo Obama em fechar Guantánamo, mesmo tendo sido proposta de campanha na primeira eleição.


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