Torturas no campo de concentração leva a rebelião dos presos e greve de fome

Os abusos policiais em forma de torturas e todos os tipos de maus tratos, somados à ausência do direito de defesa durante anos em que vivem os presos do campo de concentração de Guantánamo, resultaram em um confronto no último sábado (15/04). Segundo informações do próprio Pentágono, militares norte-americanos dispararam armas de efeito "não letal" contra os prisioneiros. As munições usadas foram balas de borracha calibre .32 (denominadas de crowd-dispersal – para ‘dispersão de multidões’) e M1012 (rifles que disparam balas de plástico). O incidente não produziu vítimas fatais, mas existem informações desencontradas sobre presos feridos. Após o confronto, o comandante da prisão "ordenou a transição dos presos para celas individuais no pavilhão 6". Foram encerrados em solitárias sob o pretexto de "garantir a saúde e a segurança dos detentos".

O objetivo da ação policial era isolar do convívio comum os que se encontravam em greve de fome. A medida, e também a forma agressiva como os militares abordaram os detentos, já fragilizados pela fome, causaram a revolta dos demais detentos, que partiram para o confronto com os norte-americanos.

A edição da segunda-feira (15) do jornal The New York Times publicou um relato de um dos detentos.

"Estou em greve de fome desde o dia 10 de fevereiro e perdi cerca de 15 quilos. Não vou comer até que devolvam minha dignidade. Estou em Guantánamo por 11 anos e três meses e nunca fui julgado ou acusado por nenhum crime. Disseram que eu era um guarda de Osama bin Laden. E apenas isso", afirma um detento de 35 anos que foi preso no Afeganistão sob pretexto de ter ligação com os ataques de 11 de setembro. (Ver matéria nesta página).

Segundo o relato, oficiais norte-americanos amarram os detentos em camas dentro da prisão e injetaram soro fisiológico à força. "Fiquei amarrado à cama por 26 horas sem poder ir ao banheiro. Colocaram-me um cateter, que foi doloroso, degradante e desnecessário", afirmou.

Os incidentes aconteceram no pavilhão 6, local onde 50 dos 130 presos estão alojados.

A informação de que muitos deles não se alimentam há cerca de dois meses partiu de advogados dos prisioneiros, que alertam para a precariedade da saúde deles, classificada de "extremamente grave".

"A única coisa constante em Guantánamo é a força, que parece desafiar sempre a lógica e o bom sentido", assinalou o advogado de dois cidadãos do Kuwait em greve de fome, Barry Wingart, que afirma esperar a intervenção do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, os únicos que têm acesso aos detidos na prisão.

O presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Peter Maurer, denunciou que, nos EUA, "a questão de Guantánamo está politicamente bloqueada".

Para ele "este bloqueio é insustentável", exigindo de Obama que dê curso a seu compromisso de fechar Guantánamo e acabe com "essa sensação de falta de perspectivas dos prisioneiros."


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