Ministro da Justiça provoca revolta na PF

"Cheirou vazamento de investigação por um agente nosso, a equipe será trocada, toda. Cheirou. Eu não preciso ter prova. A PF está sob nossa supervisão. Se eu tiver um cheiro de vazamento, eu troco a equipe", afirmou o novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, em entrevista para o jornal "Folha de S. Paulo", de sábado.

O ministro diz em seguida que para mexer na equipe "eles têm de dar motivos", que "não pode simplesmente dizer ‘não gosto desse aí’ porque está sendo muito eficiente".

Como suas declarações pegaram mal na Polícia Federal e no público, o Ministério soltou uma nota dizendo que o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, continua gozando de plena confiança por parte do ministro da Justiça e não há nenhuma "decisão sobre a sua substituição".

As declarações do ministro causaram revolta em todas as instâncias da Polícia Federal.

A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal reagiu imediatamente. "Nós lamentamos profundamente as frases do ministro da Justiça que disse que trocará a equipe da investigação Lava Jato sem qualquer prova, sem qualquer apuração, sem qualquer indício de que há vazamento. Nos parece mais frases de alguém que tem pressa para acabar com a Operação Lava Jato".

Na sexta-feira (18), no dia anterior às declarações do ministro, a PF já estava preocupada com os sinais de interferência do governo contra a corporação. Delegados da Polícia Federal (PF) do Paraná e de todo o país realizaram um ato simbólico em apoio à instituição, aos delegados coordenadores da Operação Lava Jato e suas equipes. Eles deram um "abraço" nas sedes da PF em várias cidades.

A atividade foi organizada pelas Diretorias Regionais da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF). Segundo a entidade, o ato foi importante diante do momento de crise política no país

"A intenção é mostrar para a sociedade duas situações. Primeiro, o apoio incondicional que a associação presta para toda a equipe da Lava Jato, desde a coordenação até o último investigador", explica o presidente da Associação dos Delegados de Polícia Federal do Paraná, Jorge Fayad.

Na tarde de domingo (20), cerca de 1.500 pessoas, se concentraram em frente à sede da Polícia Federal (PF) no Setor Bela Vista, em Goiânia, para manifestar contra o governo Dilma Rousseff (PT).

"É um sentimento de tristeza, de saber que o PT, que assumiu o poder, tinha um pensamento e uma ideologia, e depois se desvirtuou totalmente em benefício próprio. Nós, como povo brasileiro, acreditávamos neles. A gente pensou que as coisas iriam melhorar e que a corrupção iria diminuir", afirmou o engenheiro civil Bruno Tiverón.

 

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