“País necessita de um grande partido que defenda os interesses do povo”, conclama o PPL em manifesto

Ao fim do IV Congresso do Partido Pátria Livre (PPL), foi aprovado o “Manifesto à Nação” onde convocam o povo a formar um partido que “defenda os interesses do País e do povo brasileiro e promova o seu avanço”.

“Os partidos políticos, no Brasil, de uma maneira geral, foram capturados pelo fisiologismo e pelo conservadorismo, no interesse da oligarquia interna, submissa ao sistema financeiro internacional, numa dinâmica fisiológica e conservadora de prática de corrupção, concentração da renda e empobrecimento do povo brasileiro. Muitos negaram sua natureza e traíram seus compromissos”, ressalta o manifesto do PPL.

Publicamos a seguir os principais trechos do documento aprovado no IV Congresso do partido. 

Nós, um grupo de militantes políticos reunidos com os companheiros que organizaram o Partido Pátria Livre, que carregam consigo forte bagagem política e ideológica e um rosário de lutas contra a ditadura e pelos direitos e interesses da nação, MANIFESTAMOS o propósito de dotar o País de um partido político capaz de possibilitar ao povo brasileiro desfrutar as imensas riquezas de nossa Pátria, de maneira equânime - e fazê-lo dono do Brasil.

O PARTIDO se inspirará nas lutas sociais e patrióticas do povo brasileiro ao longo de sua história. Do grito doído e sofrido dos índios originários de nossa terra, ao sofrimento, resistência e lutas dos nossos irmãos negros que foram retirados com truculência da África e às lutas dos que vieram da Europa, predominantemente os portugueses, da Ásia e de todos os quadrantes do mundo e de todos os que deles se originaram, pelo domínio de seu território e de suas riquezas, pelo seu desenvolvimento pleno, com afirmação de sua soberania e independência e pela distribuição justa do território e da riqueza a toda a gente brasileira.

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O mundo vive mais uma crise econômica dos países imperialistas. Pesada e longa, próxima dos níveis das grandes crises da década de setenta do Século XIX e da maior delas, a de 1929.

Na década de trinta, os estadistas que guiaram os povos no enfrentamento da crise, como Vargas, no Brasil, Roosevelt, nos Estados Unidos, e outros dirigentes, tinham visão superior e transformadora, mudaram os padrões da economia e a organização dos estados nacionais.

Agora, os governantes são pequenos, medíocres e estão a privilegiar o sistema financeiro. E a crise continua.

A crise dos países imperialistas era e é – como sempre foi – uma oportunidade para que crescer, desenvolver nossa economia de forma soberana e elevar nossas condições de vida, a começar pelo salário.

Foi assim desde a Revolução de 1930 – em meio à crise dos países centrais que começou em 1929 – e mesmo antes, no surto industrial que houve durante a I Guerra Mundial. Vargas aproveitou a oportunidade e promoveu o desenvolvimento do país, desencadeando a substituição de importações. Até mesmo durante a ditadura, a crise do petróleo de 1973 levou o governo Geisel a elaborar o II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND), que desenvolveu o setor nacional de máquinas e equipamentos.

A crise nos países imperialistas que se iniciou de forma aberta e aguda em 2008, era, portanto, a oportunidade de desencadearmos um novo ciclo de crescimento, com a substituição de importações – muitas delas, consequência da destruição industrial no governo Fernando Henrique.

Infelizmente, apesar da recuperação em 2010, optou-se por manter o país nos amargos trilhos da dependência aos monopólios financeiros dos EUA e outros países.

Não é possível qualquer avanço substancial, no mundo de hoje, se não levamos em conta – e restituir ao seu lugar – a questão nacional. Os governos do PSDB/PMDB e do PT/PMDB são bem os exemplos nítidos e candentes desta verdade.

Não é possível crescer sem indústria nacional. Não é possível crescer – e, portanto, elevar o padrão de vida de nosso povo – com uma economia algemada por filiais de empresas estrangeiras, cuja principal função é carrear lucros extorsivos para suas matrizes, vale dizer, nas palavras do grande presidente Getúlio Vargas, transportar para fora do país as energias e o valor do trabalho dos brasileiros.

Como pode um país sobreviver com taxas de juros, em média, de 145,46% para as pessoas e 68,23% ao ano, também em média, para as empresas?

Desde março de 2013, a taxa básica de juros, que é determinada pelo governo, através do Banco Central, aumentou 96,55% (ou 7 pontos percentuais).

Os lucros somados dos três maiores bancos aumentaram +26% em 2015, comparado a  2014, quando eles já haviam sido colossais, inclusive por sua elevação quanto ao ano anterior.

No mesmo ano de 2015, o Produto Interno Bruto caiu 3,8%, o investimento produtivo caiu 14,1%, a indústria caiu 6,2% em termos de valor adicionado – e menos 8,3% em termos de volume da produção física -, o consumo das famílias caiu 4% e o emprego diminuiu em mais de três milhões de desempregados.

Como pode um país sobreviver com o setor público passando, em um único ano, R$ 501 bilhões e 786 milhões (8,49% do PIB) para os bancos, a título de juros – cuja taxa é o próprio governo que determina?

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… não há nada que mostre de forma tão aguda o caráter antinacional dos governos do PSDB/PMDB, nitidamente neoliberais, e os governos do PT/PMDB, que não escaparam das armadilhas de um modelo econômico assentado no neoliberalismo, quanto o ataque à Petrobrás. Primeiro, pela quebra do monopólio e abertura às multinacionais através das concessões. Depois, através da facilitação propineira do assalto a ela por alguns monopólios. Agora, através da retirada dos 30% de sua participação e do seu papel de operadora única do pré-sal.

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O centro da crise moral e política que grassa nesse momento na vida nacional é gerado, essencialmente, pelo recuo político e ideológico do Partido dos Trabalhadores e de seus governos.

O povo brasileiro sentiu-se frustrado e traído. Abriram-se os espaços, o conservadorismo avançou. A República foi afrontada.

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O PARTIDO, seus dirigentes, suas bancadas e seus militantes buscarão sempre inspiração nas lutas sociais do passado e nos avanços obtidos por todos os povos e se guiarão pelas lutas e bandeiras desfraldadas pelo nacionalismo, pelo trabalhismo e pelo socialismo.

O PARTIDO cultuará a solidariedade com as lutas sociais e patrióticas dos demais povos e sempre se posicionará em apoio a essas lutas. O objeto da nossa luta é a transformação da vida, romper com a lógica de sua monetização e de tudo transformar em coisas - com o individualismo, egoísmo e imediatismo exacerbados, a desumanização, enfim - para construirmos o novo ser humano, a nova sociedade mais igualitária, solidária, mais justa, em suma, a sociedade verdadeiramente humana.

O PARTIDO procurará trabalhar em unidade com as demais correntes populares e democráticas e com as pessoas e grupos de bem que lutam pelos interesses do nosso povo e pela soberania da Pátria.

 

 


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