Metalúrgicos de S. José lançam campanha ‘Fora PT/PMDB/PSDB’

 Trabalhadores da região foram às ruas em protesto e pedem “Eleições Gerais” 

Os trabalhadores metalúrgicos de São José dos Campos realizaram nesta segunda-feira, 21, um novo protesto que reuniu cerca de 3 mil pessoas contra o governo Dilma. Essa já é a segunda manifestação da campanha “Fora Todos”, lançada pelo Sindicado dos Metalúrgicos de São José dos Campos. A primeira foi na sexta-feira e mobilizou os metalúrgicos da GM e de outras empresas da região.

Com uma enorme faixa - com as imagens de Dilma, Lula, Aécio, Temer, Renan e Cunha - os trabalhadores exigiram “Fora Todos. Eleições gerais, já”, defendendo uma nova alternativa diante do degenerado governo do PT/PMDB e da oposição tucana.

Filiado ao CSP-Conlutas, o Sindicato denuncia o escandaloso assalto aos cofres públicos que estão vindo à tona com a investigação da Operação Lava Jato. “Não podemos ficar assistindo a esses políticos e empresários corruptos saquearem os cofres públicos. Se quisermos ver alguma mudança, teremos de construir uma greve geral e uma alternativa dos trabalhadores frente ao PT e à oposição burguesa. O povo já está cansado de pagar pela crise, com desemprego, inflação e precarização dos serviços públicos. Em nossa categoria, as mobilizações vão continuar em todas as fábricas”, disse o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, Macapá.

O movimento está convocando outra grande manifestação para o próximo dia 1º de abril em São Paulo, que contará com a participação de sindicatos e movimentos populares que “são contra o governo do PT e a oposição de direita, como PSDB, PMDB e DEM, que na realidade representam o mesmo projeto, responsável por afundar o país”, informa a entidade.

Após a concentração da manifestação, os trabalhadores seguiram pela Avenida dos Astronautas enquanto carregavam faixas pedindo novas eleições. “Os partidos que hoje defendem o impeachment estão interessados apenas na disputa pelo poder. Até agora, nem PT nem PSDB nem PMDB atuaram em favor da classe trabalhadora. Todos eles estão juntos quando se trata de beneficiar empresários e retirar direitos dos trabalhadores. Por isso, de nada adianta aprovar o impeachment de Dilma e colocar Michel Temer ou Eduardo Cunha no comando do país”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros.

No ato de sexta-feira, os metalúrgicos da General Motors paralisaram as atividades durante duas horas. Depois foi a vez de trabalhadores da Hitachi pararem por uma hora na porta da fábrica. Além da faixa “Fora Todos Eles”, os manifestantes também usaram bonecos infláveis representando a presidente e Aécio Neves.

A categoria ainda criticou a postura da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) em apoiar o impeachment da presidente Dilma.  “Durante todo governo Lula e Dilma, os empresários sugaram os cofres públicos, por meio de incentivos fiscais e financiamentos, e se juntaram aos governantes para retirar direitos dos trabalhadores. Agora, tentam posar de heróis. A Fiesp quer dar continuidade a essa política econômica em que os patrões ditam as regras. O Sindicato e a CSP-Conlutas são contra o governo Dilma, mas não compactuam com o discurso hipócrita dos empresários. A saída dessa crise tem de ser pela mobilização da classe trabalhadora”, denunciou Herbert.

A campanha por eleições gerais também foi tema de debate na ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, que reuniu diversas lideranças políticas. (Veja mais na matéria da página 3).

 


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