Governo do PR estrangula universidades estaduais exigindo transferência de 80% dos seus recursos 

O governo do Paraná decretou, no dia 4 de março, que as universidades estaduais devem transferir 80% de seus recursos próprios, arrecadados com vestibulares, concursos, pós-graduações e outros, para o Tesouro Geral do Estado. O dinheiro arrecadado das universidades seria usado para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública ao sistema financeiro, e que “o não recolhimento pelas entidades referidas implicará a suspensão de utilização das cotas orçamentárias e financeiras”.

O decreto foi duramente criticado pela Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp), que informou ao governo do Paraná que as universidades não cumprirão a exigência. Os reitores afirmam que a Resolução nº 196, da Secretaria de Estado da Fazenda, inviabiliza o funcionamento das universidades, que já vem sofrendo com os grandes cortes no repasse estadual.

O presidente da Apiesp e reitor da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Aldo Nelson Bona, relembrou ainda que o repasse das universidades já foi cortado praticamente pela metade no último ano. Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), por exemplo, o custeio do Estado passou de R$ 33 milhões, em 2015, para R$ 15 milhões em 2016, e na Universidade Estadual de Maringá (UEM), os valores passaram de R$ 24 milhões para R$ 16 milhões.

A preocupação é grande também com a manutenção dos Hospitais Universitários. A reitora da UEL, Berenice Quinzani Jordão, declarou que “ao adotar esta resolução, ficam inviabilizadas, de imediato, todas as atividades acadêmicas e o funcionamento do Hospital Universitário (HU), que dependem dos saldos obtidos por arrecadação própria”.

Já reitor da UEM, Mauro Baesso, denunciou que o governo estadual já não vinha nem repassando as verbas previstas. “A parcela do último trimestre de 2015 não foi repassada e as dificuldades são imensas. Com esta devolução, não temos como manter qualquer atividade em funcionamento”.

Mas para o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, a solução para os problemas é “otimizar os gastos públicos”. Ele afirmou que as universidades são prioridade para o governo, então “não há motivo para preocupação”. Segundo o secretário, os cortes foram realizados porque os orçamentos eram superestimados, e que “a nova realidade não significará queda de qualidade nas universidades”.

 

Capa
Página 2
  Página 3

Povo brasileiro exige imediata convocação de eleições gerais

Partidos na ABI concluem: o caminho é chamar o povo às urnas e resolver a crise

Ministro da Justiça provoca revolta na PF

Para juristas, Sérgio Moro foi correto ao divulgar grampos

Lava Jato descobre o Setor de Propina da Odebrecht

Governo sofre derrota no STF e Lula continua fora do ministério

Página 4 Página 5

Metalúrgicos de S. José lançam campanha ‘Fora PT/PMDB/PSDB’

RJ: servidores voltam às ruas e secretário diz que salário poderá ser parcelado novamente

Governo do PR estrangula universidades estaduais exigindo transferência de 80% dos seus recursos

2,5 mil estivadores do Porto de Santos fizeram paralisação de 24 horas por reajuste salarial e direitos

Governo deveria desistir de alterar Previdência, diz Paim

Situação é de fome nas escolas de São Paulo, relata professora

ESPORTES

Página 6

Pacto UE-Turquia agrava a crise com deportação de refugiados

Argentina: pesquisa aponta redução drástica do poder aquisitivo dos 10% mais pobres desde a posse de Macri

Ministro do Trabalho inglês renuncia contra corte no orçamento para apoio a deficientes

Bruxelas: atentados deixam 34 mortos e mais de cem feridos

Exército sírio avança para retomar do EI cidade histórica de Palmira

Página 7

Raúl: ‘Normalização só com fim do bloqueio e volta de Guantánamo’ são essenciais”

Para Cuba, “direitos humanos e direitos sociais são indissolúveis”

Bloqueio dos EUA a Cuba é ‘Plano Marshall’ às avessas: perdas vão a US$ 121 bilhões

FDIM homenageia na ONU Vinnie Burrows, presidente da ‘Mulheres por Igualdade Racial e Econômica’- WREE

Bernie Sanders vence nas primárias internacionais do Partido Democrata

RPDC pede ao CS da ONU para tratar das manobras dos EUA/Seul

Banco dos BRICS começa a operarcom yuan em substituição ao dólar

Okinawa: marine estupra japonesa e multidão exige: fora tropas ianques

Página 8

História da Petrobrás - (5)