Situação é de fome nas escolas de São Paulo, relata professora 

A falta de merendas vem se tornando corriqueira nas escolas estaduais paulistas, desde o início das aulas este ano. Na última semana, relato da professora Flavia Bischain, da Escola Estadual Martin Egídio Damy, que fica na região da Brasilândia, na zona norte de São Paulo, é apenas mais uma demonstração da caótica situação em que se encontram as escolas, desde que estourou os escândalos da Máfia da Merenda.

Ela relata que a situação da escola é de “calamidade”. Segundo Flávia, no último dia 11, sexta-feira, as crianças sentiram cheiro de comida na escola e acreditaram ser a merenda delas. Porém, não foi isso que aconteceu e todos foram embora sem alimentação.

“Os alunos fizeram uma fila para pegar a merenda e aí, de repente, a tia (merendeira) teve que falar que não tinha merenda. Na verdade, elas tinham feito uma “vaquinha” para comprar o almoço delas (funcionárias da cozinha)”, declarou uma das cozinheiras da escola.

De acordo com a professora, o caso é “muito grave” e “tem sido constante”. “Semana passada inteira teve só um dia da semana que eles comeram arroz, feijão, carne e salada. Nos outros dias foi arroz com sardinha ou bolacha de água e sal ou simplesmente nada. A situação é de fome nas escolas”, completa a professora.

A professora também denuncia a repressão que os alunos estão sofrendo quando tentam se organizar para tentar melhorias nas escolas, como por exemplo, o caso dos alunos da Escola Estadual Professora Marilena Piumbato Chaparro, que foram agredidos pela Polícia Militar durante um protesto. “A polícia reprimiu o ato por uma hora com spray de pimenta, cassetete e tapa na cara”, denuncia a professora.

A diretora da escola, que chamou a polícia, foi afastada. Porém, Flávia diz que isso não é o suficiente e espera mais apoio e atenção à situação das escolas estaduais.


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