Argentina: pesquisa aponta redução drástica do poder aquisitivo dos 10% mais pobres desde a posse de Macri  

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Inovação dos Trabalhadores da Argentina, divulgada pelo jornal Página 12, mostrou que o poder aquisitivo dos 10% mais pobres do país caiu 23,8% nos últimos quatro meses.

O estudo, que foi encomendado pelo órgão estatal Conicet (Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas), assina-lou como principais causas desse desastre o aumento da tarifa de luz elétrica e de gás (entre 400 e 600%), a elevação dos preços dos aluguéis e dos alimentos.

“As famílias com menos recursos possuem um padrão de gastos focado em alimentos, transporte, aluguel e serviços públicos, como eletricidade. Portanto, na situação em que o aperto prevalece e os preços se descon-trolam, os principais prejudicados estarão entre os mais pobres da sociedade”, frisou a investigação do Centro.

Segundo o órgão, o preço dos alimentos aumentou em 39% entre fevereiro de 2015 e 2016; os aluguéis, em 63%; e as tarifas de energia, em 600% no mesmo período. Estes três itens representam mais de 50% dos gastos das famílias mais pobres.

O reajuste do salário mínimo, ainda conce-dido no governo anterior, não foi suficiente para conter a redução drástica no poder aquisitivo dos mais pobres. De acordo com sindicatos e associações patronais, na Argentina houve um aumento de 28,5% (julho de 2015) para o salário mínimo, que passou de 4.716 pesos para 6.060 pesos (de R$ 1.632 para R$ 2.097, pelo câmbio oficial, e de R$ 991 a R$ 1.273, pela cotação no mercado paralelo).

“As decisões econômicas tomadas desde o dia 10 de dezembro [data da posse de Maurício Macri] geraram uma dinâmica de preços que implicariam em uma taxa de inflação interanual, de cerca de 55% [de outubro a outubro]. Não parecem existir elementos que apontem para a desace-leração do fenômeno inflacionário”, apontou a pesquisa, que também ressaltou que o arrocho em curso barra qualquer aumento salarial, até reposição da inflação. Só no mês de fevereiro, a inflação chegou a 5%. Sendo que, como vimos acima a pressão inflacionária – por ter recaído de forma destacada em produtos de primeira necessidade – erode o poder aquisitivo dos mais pobres.


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