Ministro do Trabalho inglês renuncia contra corte no orçamento para apoio a deficientes  

O Ministro do Trabalho e das Pensões da Inglaterra, Iain Duncan, renunciou na sexta acusando o governo de levar o arrocho (austeridade como denominam os neoli-berais) longe demais em sua proposta de orçamento a ser apreciado em 2016. Para ele, o primeiro-ministro David Cameron e seu secretário de Estado, George Osborne, atentam de forma “arbitrária” contra programas de bem-estar social do país ao propor cortes de 12 bilhões de libras em recursos destinados a compensação contra a pobreza extrema em benefíciso a serem suprimidos até 2020. O que mais indignou o ministro foi o corte em 4,4 bilhões de libras nos benefícios aos deficientes.

Em entrevista concedida no domingo Duncan disse que o ajuste fiscal para este ano é uma proposta “completamente injusta”. “É uma proposta que caminha na direção de dividir a sociedade em vez de uni-la. Estão perdendo de vista o curso que deveriam trilhar”. Ele ainda acusou Osborne de reduzir o déficit colocando o peso dos cortes sob a população mais carente enquanto oferece diminuição de impostos para os ricos.

“A verdade é que precisamos reduzir o déficit, porém precisamos ampliar a nossa capacidade de ação ao invés de simples-mente cortar direitos e aposenta-dorias”. Claro que o ministro do gabinete de Cameron não sonha em propor cortes ou impostos sobe a atividade especulativo-financeira. Mas, mesmo sem essa compreensão, o gesto de Duncan expõe a crise no governo a serviço dos monopólios financeiros.

Ele também apoiava, dentro do governo, a saída da Inglaterra da União Europeia, tema do referendo que deve ocorrer no dia 23 de junho.

O deputado e líder do partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, denunciou que a desigual-dade e a injustiça constituem os elementos do orçamento anunciado semana passada e pediu o afastamento de Osborne. Em vídeo publicado na internet Corbyn instou Cameron para que diga ao seu secretário de Estado que “arrume algo melhor para fazer”.

“Nós combatemos esse orçamento pelo que ele é: a injustiça e a desigualdade em nossa sociedade. É isso que resume o Partido Conservador”, afirmou Corbyn ao denunciar o orçamento. “O arrocho (austeridade) é uma escolha política feita por esse governo que atinge a maior parte da nossa sociedade. É por isso que estamos nos levantando por algo melhor”.

“A renuncia de Duncan não é o fim de nossa luta porque agora estão colocando Stephen Crabb para ocupar o posto e ele é leal ao Partido Conservador. Ele levará adiante a missão de arrumar mais cortes para o orçamento”, arruinando a economia.

Além dos cortes em benefícios, Cameron propõe cortar em despesas governamentais 13 bilhões de libras e 5 bilhões através do corte em possíveis reduções de impostos.

 

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