Bruxelas: atentados deixam 34 mortos e mais de cem feridos 

Três explosões, duas no aeroporto de Bruxelas e uma no metrô da cidade, tiraram a vida de 34 pessoas e deixaram 136 feridos. As bombas foram detonadas às 8:15 h (hora local). A que explodiu no metrô aconteceu na estação Maelbeck, nas proximidades da sede da União Europeia.

“Aconteceu o que temíamos”, disse o primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, que acrescentou: “Fomos vítimas de ataques cegos”.

“Precisamos enfrentar esse desafio em solidariedade, unidos, juntos”, declarou ainda o ministro.

Os atentados aconteceram quatro dias depois da polícia belga haver declarado ter preso Salah Abdeslam, segundo ela, respon-sável pela logística dos atentados que abalaram Paris, deixando 130 mortos, com autoria assumida pelo Estado Islâmico. A BBC o descrevia como “o homem mais procurado da Europa”.

O Estado Islâmico em comunicado assumiu também os atentados de Bruxelas. Mas se aventa a possibilidade de relação entre a prisão Salah e as explosões. A polícia da Bélgica estava em alerta desde então por conta de possíveis represálias, mas não conseguiu conter as explosões da manhã de terça.

A polícia belga pediu aos moradores da capital que não saíssem de casa na terça.

O premiê francês foi uma das primeiras manifestações de repúdio ao ato, afirmando: “Nós estamos em guerra. Fomos submetidos a atos de guerra nos últimos meses na Europa”.

Logo a seguir o presidente francês François Hollande também se pronunciou dizendo que “terroristas atacaram Bruxelas, mas foi a Europa que foi alvejada”.

O Ministério do Exterior do Egito condenou os atentados de Bruxelas e conclamou a uma ampla unidade contra o terrorismo de tal forma a atingir suas “fontes de finan-ciamento” e “em luta contra sua ideologia”, evitando dar nomes aos bois.

Desde os ataques ao Iraque, à Líbia e agora à Síria, fomentados pelos Estados Unidos (com Hillary assumindo abertamente que queria a morte do líder líbio, Muamar Kadafi e Bush assumindo o ataque ao Iraque e a caçada até a morte de Saddam Hussein) e agora fomentando mercenários e treinan-do-os em ações de terror, na fronteira turca com a Síria, que o imperialismo assume abertamente o apoio e fomento destas organizações, sua ideologia e formas de atuação.

Agora, os chefes franceses – da mesma França que atendera prontamente ao incitamento do governo norte-americano para comandar o bloco europeu em ataque à Líbia - falam mais uma vez em “guerra”. São palavras ao vento. Não desejam de fato, como fez a Rússia, acabar com o terrorismo. Sabem onde se encontra o núcleo do Estado Islâmico: na cidade síria que invadiram e ocuparam, os chamados taqfiris, Raqqa. Ao contrário da Rússia que deslocou o melhor de seus aviões de combate e barcos de guerra para desestruturar os seus bandos, os EUA fortalecia os terroristas que atacavam a força local empenhada em derrotá-los: o exército sírio. A Turquia, aliada dos EUA na região, tem atacado combatentes que se aliaram ao governo sírio para expulsar os terroristas.

É claro que se os governos europeus e dos EUA quisessem vencer o terror, não precisa-vam vasculhar muito para achar o caminho e com suas forças o destruir. Mas não querem.

NATHANIEL BRAIA

 


Capa
Página 2
  Página 3

Povo brasileiro exige imediata convocação de eleições gerais

Partidos na ABI concluem: o caminho é chamar o povo às urnas e resolver a crise

Ministro da Justiça provoca revolta na PF

Para juristas, Sérgio Moro foi correto ao divulgar grampos

Lava Jato descobre o Setor de Propina da Odebrecht

Governo sofre derrota no STF e Lula continua fora do ministério

Página 4 Página 5

Metalúrgicos de S. José lançam campanha ‘Fora PT/PMDB/PSDB’

RJ: servidores voltam às ruas e secretário diz que salário poderá ser parcelado novamente

Governo do PR estrangula universidades estaduais exigindo transferência de 80% dos seus recursos

2,5 mil estivadores do Porto de Santos fizeram paralisação de 24 horas por reajuste salarial e direitos

Governo deveria desistir de alterar Previdência, diz Paim

Situação é de fome nas escolas de São Paulo, relata professora

ESPORTES

Página 6

Pacto UE-Turquia agrava a crise com deportação de refugiados

Argentina: pesquisa aponta redução drástica do poder aquisitivo dos 10% mais pobres desde a posse de Macri

Ministro do Trabalho inglês renuncia contra corte no orçamento para apoio a deficientes

Bruxelas: atentados deixam 34 mortos e mais de cem feridos

Exército sírio avança para retomar do EI cidade histórica de Palmira

Página 7

Raúl: ‘Normalização só com fim do bloqueio e volta de Guantánamo’ são essenciais”

Para Cuba, “direitos humanos e direitos sociais são indissolúveis”

Bloqueio dos EUA a Cuba é ‘Plano Marshall’ às avessas: perdas vão a US$ 121 bilhões

FDIM homenageia na ONU Vinnie Burrows, presidente da ‘Mulheres por Igualdade Racial e Econômica’- WREE

Bernie Sanders vence nas primárias internacionais do Partido Democrata

RPDC pede ao CS da ONU para tratar das manobras dos EUA/Seul

Banco dos BRICS começa a operarcom yuan em substituição ao dólar

Okinawa: marine estupra japonesa e multidão exige: fora tropas ianques

Página 8

História da Petrobrás - (5)