Ataque de Temer à aposentadoria é repudiado nas ruas de todo país

Atos contra a PEC 287, da Reforma da Previdência foram realizados nas capitais e centenas de municípios

O Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência, realizado nesta quarta-feira (15), começou com grande adesão no Rio de Janeiro. Mais de 100 mil pessoas tomavam pacificamente todas as faixas da avenida Presidente Vargas, no centro do Rio.

A multidão se concentrou na Candelária e caminhou até a Central do Brasil em protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária. Sindicatos de diversas categorias também participaram do ato, além de professores, estudantes e trabalhadores não ligados a nenhuma entidade/organização.

Os manifestantes gritavam palavras de ordem contra Michel Temer, as reformas e contra o desgoverno de Luiz Fernando Pezão.

Ao final da manifestação dezenas de milhares de trabalhadores, jovens, mulheres, idosos foram duramente reprimidos. Na chegada a Central do Brasil, os manifestantes foram recebidos por bombas da polícia de Pezão, grande aliado de Temer em seus ataques aos trabalhadores. A manifestação não recuou e alguns milhares ainda seguiram em ato protestando contra a repressão, indo até a Carioca. Lá, a repressão da Tropa de Choque aumentou, muitos foram obrigados a se obrigar no metrô, nos prédios, nas universidades próximas, como o IFCS. Um grupo de black blocs atirou rojões num destacamento da Guarda Municipal, que revidou com bombas de gás lacrimogêneo. Em resposta, a multidão passou a jogar pedras na polícia.

Além do Rio, foram registrados atos em ao menos 19 estados e no Distrito Federal nesta quarta.

SÃO PAULO

Na capital paulista, ao menos seis manifestações ocorreram nesta quarta. Houve protesto na Avenida das Nações Unidas, em frente ao Hospital das Clinicas, na Avenida Paulista (ocupação nos dois sentidos da via do MASP até o fim da avenida, na Consolação, na altura da Avenida Ipiranga, no Viaduto do Chá, (ocupação total nos dois sentidos), na Praça Charles Miller e na rua Aguiar de Barros, na altura da rua Genebra. A manifestação da Paulista foi a maior, com mais de 200 mil pessoas.

Policiais civis, federais, rodoviários, agentes penitenciários e guardas municipais do estado fizeram ato em frente à Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp) contra a PEC 287. (ver matéria na página 5)

A população apoiou os protestos na cidade. Isabel Trajano de 47 anos, que iria sair da Zona Leste rumo ao centro e não conseguiu, disse entender o motivo da paralisação. “Não acho viável ter que contribuir 49 anos para poder me aposentar. Querem que eu apresente certidão de óbito para pleitear a aposentadoria?”, ironizou.

CURITIBA

Curitiba amanheceu sem ônibus e com boa parte do comércio central de portas fechadas. Trabalhadores de diversas categorias ocuparam as ruas. Não há dúvidas de que foi a maior manifestação desde que o governo Temer começou. Fizeram greve os metalúrgicos, motoristas e cobradores, carteiros, bancários, servidores das universidades federais, servidores municipais, professores e funcionários da educação estadual, professores da rede municipal, agentes penitenciários, policiais civis, servidores da saúde estadual e petroleiros. Os estudantes que ocuparam as escolas também marcaram presença na manifestação.

BELO HORIZONTE

Em Belo Horizonte os centros de saúde, escolas municipais e estações de metrô ficaram fechados. Algumas escolas privadas também pararam. A limpeza urbana parou por um dia. Os petroleiros protestaram em frente à Refinaria Gabriel Passos. Mais de 100 mil pessoas protestaram contra a reforma da Previdência na Praça da Estação em direção à Assembleia Legislativa.

SALVADOR

Na capital baiana houve protesto concentrou na Praça Campo Grande e seguiu em direção à Praça Castro Alves com mais de 50 mil pessoas, pela manhã na Avenida ACM houve outro também contra a reforma com mais de 10 mil pessoas.

FORTALEZA

Em Fortaleza sindicais de várias categorias fizeram ato no Centro da cidade com mais de 30 mil pessoas e paralisaram atividades. Os rodoviários interromperam o tráfego na Avenida do Imperador e Avenida Tristão Gonçalves. Houve protesto no Terminal do Papicu.

Ministério da Fazenda é ocupado

Manifestantes ocuparam, na madrugada desta quarta-feira (15), o Ministério da Fazenda, em Brasília. Segundo o Movimento Sem Terra (MST), a ação é, entre outros motivos, em protesto contra a reforma da Previdência. Além de sem-terras, o grupo também era constituído por agricultores familiares e sem-teto.

“Ocupamos o Ministério da Fazenda e pretendemos ficar até quando for possível porque não temos a intenção de negociar e fazer fotos com eles nos gabinetes. Viemos deixar nosso recado para o governo de que não iremos aceitar nenhum retrocesso de direitos”, afirmou Marcos Baratto, da direção nacional do MST.

 

 
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Atos dizem NÃO a Temer & súcia em defesa da Previdência e CLT

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Os auditores fiscais da Receita contra as mentiras do governo sobre a Previdência