SP: Metalúrgicos param vias contra assalto à Previdência 

Metalúrgicos de SP, Força Sindical, CGTB e CSP-Conlutas exigiram retirada da PEC 

Trabalhadores metalúrgicos de diversas fábricas de São Paulo aderiram com força às paralisações deste 15 de março, dia nacional de mobilização contra a reforma da Previdência. O dia foi marcado por manifestações e protestos de diversas categorias em todo o país, exigindo do governo Temer a retirada da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 287), que representa um verdadeiro assalto à Previdência. Nesta edição, temos a cobertura completa dos protestos nas páginas 3, 4 e 5.

Nas fábricas, a mobilização começou já na madrugada, com assembleias em todas as regiões da capital e no interior, entre elas a Schioppa, zona leste, Deca, na zona oeste e Schneider, em Guararema. Na zona sul da capital, os trabalhadores se concentraram em frente à fábrica de motores MWM, na Avenida das Nações Unidas, e, de lá, saíram em passeata até a Ponte do Socorro, onde se juntaram a trabalhadores de outras categorias em um grande ato de repúdio à proposta do governo.

“Hoje é um dia de luta e é importante que cada trabalhador tenha consciência de que é a sua participação que vai barrar as reformas. O que está em jogo são os nossos direitos. Vamos mostrar para o governo que estamos nas ruas porque não aceitamos nem um direito a menos”, afirmou o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Jorge Carlos de Morais, o Arakém. Para o presidente da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), Miguel Torres, que participou do protesto dos metalúrgicos em Fortaleza, “estas reformas vão mexer com a vida das pessoas, por isso, nossa luta é de resistência até a derrubada dos projetos do governo no Congresso”, afirmou.

Do caminhão de som, o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Ubiraci Dantas de Oliveira, denunciou que “o governo quer convencer a população de que a Previdência Social é deficitária. É mentira! Deficitário é esse governo que botou 24 milhões de pessoas no meio da rua. Além disso, só em 2015 e 2016 foram tirados R$ 908 bilhões do orçamento para o superávit primário. Aí não sobra dinheiro para saúde, não sobre dinheiro para a educação. O que o Temer está fazendo é a mesma coisa, com mais profundidade ainda que a Dilma fez”, alertou.

A presidente da Confederação das Mulheres do Brasil (CMB), Gláucia Morelli, destacou que “querem continuar nos roubando, e entregar o nosso dinheiro para a banqueirada. E banqueiro é contra o trabalho, banqueiro gosta de vadiagem, mas nós não vamos permitir! Estão dizendo por aí que vão colocar os homens para trabalhar 14 anos a mais, e as mulheres 19 anos a mais, para depois se aposentar. Nós não queremos aposentar com o pé na cova! Nós queremos aposentar e desfrutar do descanso justo para quem construiu a riqueza desse país”.

Os trabalhadores exigem o fim da reforma da Previdência que está em tramitação na Câmara dos Deputados. Utilizando-se de dados falsos e da chantagem com a população, o governo pretende aprovar uma reforma que tem como objetivo desviar ainda mais dinheiro da Previdência para os bancos (ver matérias na página 3 e na página 8). Para isso, pretende reduzir o valor dos benefícios de pensões e praticamente impossibilitar as pessoas de se aposentarem. Com elevação da idade mínima de aposentadoria para 65 anos, para homens e mulheres, e 49 anos de contribuição para ter acesso ao beneficio integral, a proposta fará com que a grande maioria das pessoas só pare de trabalhar depois dos 72 anos.

Em São José dos Campos, cerca de 10 mil metalúrgicos também participaram das mobilizações, com paralisação de 24 horas, atrasos na entrada de fábricas e manifestações no centro da cidade. O protesto começou com bloqueio da Via Dutra.

“Hoje levantamos e saímos para exigir que votem contra as reformas trabalhista e da Previdência. Não tenho dúvidas de que agora vamos entrar em outro patamar de luta, assustando os usurpadores do Congresso Nacional com a força da nossa união. Temos a convicção de que com união e luta vamos partir para a Greve Geral e mudar o País”, disse Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

 


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SP: Metalúrgicos param vias contra assalto à Previdência

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Os auditores fiscais da Receita contra as mentiras do governo sobre a Previdência