Holanda: presepada antimuçulmana às vésperas da eleição dá vitória apertada a Rutte sobre Wilders
 

Pesquisas de boca de urna do instituto Ipsos e outras agências dão a vitória nas eleições para a Câmara de Representantes da Holanda ao Partido Popular para a Liberdade e Democracia (VVD) do primeiro-ministro Mark Rutte, com 31 deputados (num total de 150). Em segundo lugar surgem três outros partidos empatados, entre eles o Partido para a Liberdade (PVV) de Geert Wilders, com 19 deputados.

Também em segundo lugar, com os mesmos 19 deputados, aparecem o Apelo Democrata Cristão (CDA) e os Democratas 66 (D66).

O atual governante, Rutte, disputou com Wilders o voto xenófobo antiislâmico, criando um entrevero artificial com o presidente turco Tayep Erdogan, ao proibir a entrada na Holanda de um ministro turco que vinha debater com a comunidade turca acerca de um referendo que pode reforçar o regime presidencial na Turquia.

Já o deputado, líder do VVD, Geert Wilders, usou o último debate televisado apenas horas antes de que se abrissem as urnas no país para criticar o islã como uma religião de violência e prometer que, uma vez no governo, baniria o Alcorão em seu país.

“O islã é a maior ameaça que enfrentam os Países Baixos, é um problema existencial, o futuro de nosso país está em jogo, o islã e a liberdade não vão juntos", disse Wilders em programa da emissora pública nacional NOS. Também assinalou que os holandeses se sentiam cidadãos de segunda categoria em seu próprio país e assegurou ter "temores de que o império da lei desapareça se dermos espaço ao islã". No momento em que a Europa vive uma situação tensa com a imigração vinda de países de maioria muçulmana onde tropas e armas de seus países interviram para derrubar governos e esgarçar sociedades duramente constituídas, as declarações exageradamente racistas e intolerantes devem ter subtraido votos de Wilders.

Mas o primeiro-ministro Rutte, longe de ser a alternativa progressista ao descompensado Wilders, como tem tentado passar a mídia, é um defensor das “leis do mercado”, aplicou cortes sociais – incluindo 20 bilhões nos orçamentos de 2015 e 2016 - para ajustar o déficit primário ao valor de 3,5% do PIB, como preconiza a União Europeia. Exagerou na dose a ponto de promover um queda além da receita da Troika, a um déficit de 1,2% no último ano e manter uma recuperação lerda que – apesar de não ser um dos mais desastrosos resultados da Europa apresenta um PIB per capita em torno de 97% do que se havia atingido em 2008, antes da crise.

A paralisia de Rutte já havia levado a uma queda de seu gabinete em 2012 e, agora, seu opositor, Wilders, esteve perto de levar a melhor por propor o fim dos cortes e a saída da Holanda camisa de força da União Europeia.

Os resultados oficiais só serão anunciados em 21 de março. Uma vez que serão necessários quatro ou cinco partidos para conseguir os 76 deputados que garantem uma maioria no Parlamento holandês, espera-se que as negociações para formar governo demorem vários meses. Até agora, o recorde é de 208 dias sem governo - em 1977. O mais rápido demorou dez dias, em 1948.    


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