Paquistão: "Não matem os mulçulmanos!" Parem os ataques com drones!"

Trump libera execuções com drones
da CIA e desativa ‘terças da morte’
 

Trump dispensa prazeres mórbidos de Obama e delega à CIA e ao Pentágono escolha de alvos, após autorização de ‘zonas de tiro livre’ em terra alheia, que facilitam matança de civis a rodo

Segundo relatos do “Washington Post” e do “Wall Street Journal”, o presidente Donald Trump decidiu liberar as execuções com drones e no lugar das “terças-feiras da morte”, em que o próprio Obama se dedicava sadicamente a escolher numa lista quem seria assassinado, isso passará a ser decidido diretamente pela CIA e pelo Pentágono, após autorização prévia sobre ‘regiões-alvo’.

Assim, as execuções com drones, que mataram e mutilaram milhares de civis depois chamados de “danos colaterais”, iniciadas por W. Bush e intensificadas por Obama, contra o Afeganistão, Paquistão, Somália, Iêmen, Líbia, Síria e Iraque, estão de volta com Trump. Segundo o senador republicano Lindsey Graham - o dado é de 2013 - foram “4.700 mortos” por drones.

Investigações realizadas por entidades de direitos civis e jornalistas revelaram que os mortos nos ataques que seriam terroristas mal chegavam a 3%. Os ataques se sucederam contra casamentos, funerais, aldeias indefesas e até crianças catando lenha. Havia ainda os “ataques por assinatura”, em que não se sabia sequer quem estaria sendo morto. Desses milhares de assassinados, os EUA, com Obama, só admitiram ter morto entre 64 e 116 civis.

Conforme o WSJ, a autorização secreta para que a CIA voltasse a encabeçar as execuções foi dada em janeiro pouco após sua primeira visita à sede em Langley, na Virgínia, no dia seguinte da sua posse, e o primeiro executado foi um líder da Al Qaeda na Síria, o egípcio Abu Al Khayr Al Masri, operação levada a cabo no mês passado. Ao que tudo indica, essa autorização foi estendida ao Paquistão e Iêmen, sendo que o Pentágono não assumiu a responsabilidade pelos ataques já desfechados.

No relato do Post, ainda é o Pentágono que está no centro dessas execuções com drones, sendo que “o governo Trump está prestes a finalizar uma revisão que tornaria mais fácil lançar ataque contra o terrorismo em qualquer parte do mundo, reduzindo o limiar das baixas civis aceitáveis e outras restrições impostas pelo governo Obama”.

Mudanças que, segundo o jornal de Washington, iriam capacitar o Pentágono “a tomar decisões sobre alvos sem a aprovação da Casa Branca”. O que, acrescentou, “potencialmente sucateia o padrão ‘quase certeza’ de nenhum civil morto por ataques fora das zonas de guerra”.

A “tomada de decisões” sem a “aprovação da Casa Branca” no novo modo de “operação”, provavelmente significa que Trump está desativando as “terças da morte” – como as chamou o New York Times -, não se dispondo a repetir a mórbida preferência de Obama por escolher, em pessoa, aqueles que seriam sumariamente assassinados, supostamente terroristas.

PSICOPATA DE PLANTÃO

Como parte desse movimento para “transferência de responsabilidades”, Trump assinou ordem que designa três províncias do Iêmen como “áreas de hostilidade ativas”. Ou seja, zonas de tiro ao alvo, onde as normas legais e o direito internacional sobre a morte de civis seriam sumariamente ignoradas e com Trump delegando ao psicopata de plantão no Pentágono ou na CIA a tarefa de ser juiz e carrasco.

No ano passado, após reiteradas denúncias sobre os crimes de guerra com drones contra civis, Obama institucionalizou o programa de assassinatos com drone, reafirmando o direito supostamente inalienável do presidente norte-americano de ordenar execuções com mísseis Hellfire de qualquer pessoa, em qualquer parte do planeta. Buscando tornar mais palatável a flagrante violação da lei internacional e da soberania alheia, definiu um limiar de vítimas civis “aceitáveis” – nenhum civil fora de zonas de guerra -, que é, claro, não é respeitado, e outras restrições que, mesmo cosméticas, no entender do Pentágono e da CIA estavam atrapalhando a matança.                      ANTONIO PIMENTA

 

 

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