Fed sobe 0,25% mas juro continua negativo

 

No primeiro aumento de juros do Federal Reserve no governo Trump, o Fed Funds (taxa básica interbancária) subiu em 0,25%, no intervalo entre 0,75%-1%, o que constitui a terceira alta após o crash de 2008. São esperados mais dois aumentos este ano. Com isso, os EUA seguem tendo um juro real negativo, de -1,74%.

A alta não causou surpresa, após os dados sobre a taxa de desemprego oficial do Bureau de Estatísticas do Trabalho, que asseverara na semana anterior ter havido nova redução, para 4,7%, apesar dos 95 milhões de norte-americanos em idade adulta sem-emprego e sumariamente não contabilizados por serem ‘fora da força de trabalho’. E de que 95% dos empregos criados têm sido de baixo salário ou temporário, o tipo de ocupação que “não garante a comida na mesa nem um teto sobre a cabeça” conforme o articulista Mike Whitney.

No entanto, com o pífio resultado do PIB no ano passado de 1,6% e com o PIB do primeiro trimestre, na prévia do Fed de Atlanta, desabando para 0,9% (em 15 de março), é questionável se cabia uma alta, mesmo se de 0,25%. De acordo com o site zerohedge, também o salário real médio caiu 0,3% em fevereiro ano-sobre-ano, no segundo recuo consecutivo.

Além disso, a alta do juro irá empurrar o dólar para cima, penalizando as exportações, quando já há um retrocesso no saldo comercial – o pior em seis meses, - US$ 47,06 bilhões em fevereiro - e a divisa norte-americana já está excessivamente valorizada em relação à maioria das moedas.

Como observou Whitney, “esse não é o tipo de ambiente onde o Fed normalmente aumenta as taxas” (ele não conhece o Meirelles).

EFEITO TRUMP

Analistas viram como explicação duas alternativas. A primeira, de que Janet Yellen e sua trupe vê perigo nos planos de Trump de um estímulo de US$ 1 trilhão em infra-estrutura, mais renúncia fiscal e outras medidas, com crescimento do PIB de 4%, que poderiam “causar inflação ou aumento de salários”, devido ao “quase pleno emprego” – acredite quem quiser - das estatísticas do BLS. O PIB de 4% é o dobro da previsão do Fed para este ano e o próximo (2,1%).

A outra é de que ao aumentar o juro, o Fed tenta pilotar o estouro da “bolha de tudo, já noticiada até pelo New York Times, e provocada pelos trilhões de dólares que o Fed injetou na banca, via quantitative easing e bailout. Em fevereiro, Yellen disse ao Comitê Bancário do Senado que esperar muito tempo para apertar as taxas – isto é, sair das taxas negativas – seria “imprudente”.

Situação que teria se agravado com o “Estouro Trump”, na descrição de Whitney, “o maior comício pós-eleitoral da história de Wall Street”, com a promessa de corte de impostos, regulação bancária e US$ 1 trilhão de estímulo fiscal provocando “um frenesi de compra de ações que acumulou mais US$ 3,2 trilhões em capitalização de mercado” e catapultou o índice Dow Jones acima dos 20.000 pontos. O que, como efeito colateral, como a especulação com título marcha no sentido contrário da com as ações, ameaça levar o “mercado” desses papeis ao colapso.

TRÊS ALTAS E UM TOMBO

Se isso não bastasse, há ainda o adágio de Wall Street “três altas e um tombo”, sobre a tendência de derrubada das ações após o terceiro aumento de juro de um ciclo, como lembrou um especulador do Nautilus Investment Research. Graças ao bombeamento incessante do Fed, já dura oito anos o rali dos especuladores, de volta dos abissais 6.547 pontos em 9 de março de 2009 para os atuais píncaros de Wall Street. E nessas horas, a velha e boa lei da gravidade costuma ser cruel. A.P.

 

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