“Chefe da CIA querer impor quem é jornalista e quem é editor é abuso“, afirma Assange

Assange: “CIA ameaça WikiLeaks para ocultar seus assassinatos”

Julian Assange denuncia ameaças do atual diretor da CIA, Mike Pompeo, de ‘fechar’ o portal Wikileaks
 

Julian Assange, respondeu à diatribe do atual diretor da CIA, Mike Pompeo, que, em exposição ao Centro de Estudos Estratégicos Internacionais em Washington, no dia 13, tratou o seu portal, WikiLeaks, de “agência de inteligência hostil não estatal”.

Assange, que conseguiu escapar de uma ação internacional para levá-lo de volta aos EUA e, após levá-lo ao centro do Império, expô-lo a dura condenação e penas que podem chegar a morte ou prisão perpétua, abrigando-se na embaixada do Equador em Londres, onde se encontra restrito, sem poder pisar fora do prédio da embaixada desde 2012, foi irônico ao afirmar que aquilo que move o diretor da CIA é o reconhecimento da capacidade do seu trabalho e que isto “coloca a CIA em uma posição que os apresenta apavorados e preocupados”.

Em artigo publicado este mês no Washington Post o jornalista investigativo afirmou que “interesses escusos distorcem os fatos que WikiLeaks publica demonizando sua brava equipe e a mim”.

CIA ATACA PRIVACIDADE

Mike Pompeo foi além e disse que a atividade de denúncias de Assange “são um ataque à 1ª Emenda da Constituição dos EUA”.
Uma inversão de valores defendidos pela Constituição que exatamente nesta emenda defende o direito a livre expressão e livre associação. Isso se dá quando a CIA e outras agências de espionagem norte-americanas desenvolvem programas mais invasivos de bisbilhotagem da vida dos cidadãos norte-americanos que inclui a destruição da privacidade de aplicativos a exemplo do Whatsup.

Assange que, apesar dos anos sob restrição, manteve o humor e a nítida sensação de dever civil cumprido, prosseguiu, como se diz no popular, só pra chatear – em entrevista concedida ao jornalista Jeremy Scahill – que um diretor de serviço secreto deveria ter mais compostura e não se engajar em “declarações pomposas”; um “diretor de serviço secreto não devia se comportar assim”.

O seu correspondente, Glenn Greenwald, devolveu o absurdo de imputar a Assange infração da 1ª Emenda e o silêncio da mídia corporativa norte-americana: “O diretor da CIA de Trump falou em público e explicitamente ameaçou atingir os direitos de livre expressão e de imprensa e foi quase impossível encontrar um jornalista da corrente predominante que apresentasse as devidas objeções ou manifestasse alarme, isto porque Pompeo escolheu alvos que eles não gostam”.

Assange também destacou a ironia de que Trump elogiou o WikiLeaks durante a campanha – quando estávamos liberando emails do Comitê Nacional Democrata e do ex-diretor John Podesta e de Hillary Clinton, os chamados Vault 7 (Abutres 7), expondo mais documentos da CIA acerca de intromissão em massa na vida dos cidadãos americanos.

AMEAÇAS

Ele também tratou da declaração de Pompeo de que a CIA deveria “fechar o WikiLeaks”.

“Então”, disse Assange, “como ele se propõe a realizar este fechamento, não disse”. “Como o negócio da CIA é sequestrar e assassinar pessoas. Então é uma declaração ameaçadora que ele precisa esclarecer”.

Destacou ainda que “a razão pela qual Pompeo está desferindo este ataque é porque sabe que estamos desvelando todo tipo de ação ilegal da CIA”. Mais cedo ou mais tarde entrarão em curva descendente e por isso “criou uma defesa preventiva”.

Ele acrescnetou: “Quando um diretor da CIA pronuncia quais as fronteiras da informação trata-se de um precedente perturbador. Um diretor da CIA querer determinar quem é editor e quem não é editor, quem é jornalista e quem não é jornalista, é totalmente fora de qualquer esquadro ou propósito”.

No artigo publicado no Washington Post, Assange lembrou as palavras do ex-presidente, Dwight Eisenhower, que ao final de seu governo caiu em si e alertou, em seu último pronunciamento como presidente dos EUA para o gigantismo do complexo industrial-miliar: “Somente uma cidadania alerta e bem informada pode criar uma malha adequada enlaçando as enormes máquinas indústrial e militar a serviço da defesa com métodos e metas pacíficos, de modo que a segurança e a liberdade possam prosperar juntas”.

 


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