é Barghouti enfrenta o tribunal da ocupação

Liberdade para Marwan Barghouti 

“Tamanha é a arrogância do ocupante e do opressor e seus apoiadores que os fazem surdos a esta verdade simples: nossas cadeias serão quebradas antes que nós o sejamos, por que é da natureza humana atender ao chamado da liberdade independente do seu custo”, com estas palavras, o líder palestino Marwan Barghouti declarou-se, de sua prisão em Hadarim, interior de Israel, em greve de fome no dia 17 de abril sob a consigna “Por Direitos e Dignidade”.

A iniciativa teve adesão de 2.000 presos espalhados pelas prisões israelenses e das principais forças políticas palestinas, entre elas o partido do qual é secretário-geral, o Fatah, fundado por Yasser Arafat, a Frente Popular Democrática pela Libertação da Palestina, da qual o secretário-geral, Ahmad Saadat, também está preso, Frente Democrática pela Libertação da Palestina, Partido Popular Palestino e dezenas de filiados ao Hamas.

Barghouti, quando foi preso, em 2002, já era a maior liderança do seu partido depois do presidente Arafat. Os detalhes da sua prisão, já na qualidade de deputado pelo Conselho Legislativo Palestino, acompanhada de perto pelo então primeiro-ministro, o carniceiro de Sabra e Shatila, Ariel Sharon e oficiais das forças da ocupação, mostram que a preocupação do regime de apartheid israelense era tirar de circulação o sucessor do comandante Arafat.

Preso, após cerco militar à residência onde se encontrava, foi levado a um tribunal israelense sob acusação de participação de ação armada contra a ocupação. Ao chegar ao tribunal, Barghouti, levantou as mãos algemadas e fez o sinal da vitória, cuja foto o notabilizaria como combatente altivo que, como diz a frase com que iniciamos a matéria, seria aos usurpadores da Palestina, impossível quebrar. Diante dos acusadores, Barghouti, afirmou que desconhecia a condição de um tribunal da ocupação de julgá-lo. Foi condenado a quatro prisões perpétuas e mais 45 anos mas, seus gestos tornaram o julgamento no maior libelo contra a ocupação israelense que este ano completa 50 anos.

Na declaração recente, Barghouti relata que foi preso duas vezes antes da detenção para seu julgamento. A primeira aos 15 anos de idade e a segunda aos 18, quando foi torturado. Em uma das sessões, relata, o puseram nu e um oficial lhe deu um pontapé nos testículos. A dor o fez desfalecer e, ao cair, bateu com a cabeça no chão, o que provocou uma cicatriz que traz até hoje. Segundo ele, ao acordar ouviu do algoz que “não teria mais filhos porque os palestinos só geram assassinos e terroristas”.

MANDELA PALESTINO

Mesmo com a prisão, os israelenses não conseguiram diminuir o seu papel na resistência à opressão. Ao contrário, sua altivez só o fez crescer. Barghouti, cada vez mais reconhecido como o Mandela palestino, continuou participando das discussões de seu partido e da Organização de Libertação da Palestina (OLP), redigiu documentos junto com lideranças de todas as forças palestinas pela unidade popular e nacional contra a ocupação, construiu outros movimentos como o de agora.

A luta por sua libertação cresceu até ser assumida pelos líderes sul-africanos do Congresso Nacional Africano (CNA). Em 2013, sua esposa, Fadwa Barghouti, ao lado de Ahmed Kathrada, líder do CNA, que ficou 26 anos preso na mesma masmorra que Mandela, lançou a campanha mundial pelo fim de sua detenção da cela na qual ficou detido Nelson Mandela, em Robben Island. O lançamento foi acompanhado por 8 prêmios Nobel, 120 governos e centenas de líderes, artistas, acadêmicos e parlamentares, em todo o mundo.

NATHANIEL BRAIA


 

 
 

 

 

 


 


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