Manifestações contra e a favor de Maduro reúnem milhares e choques resultam em mortos e feridos
 

Milhares de venezuelanos, a favor e contra o governo de Nicolás Maduro, encheram às ruas das principais cidades do país, na quarta, 19, a quatro 4 anos da eleição de Nicolás Maduro.

Polícia e forças de segurança de procedência não identificada se enfrentaram com simpatizantes da oposição venezuelana que exigiam a realização de eleições antecipadas por conta da ingerência do governo nos demais poderes.

A Polícia Nacional Bolivariana (GNB) cortou a passagem dos manifestantes nos acessos da capital. Estes tentaram continuar porque o objetivo da Marcha por Caracas, que tinha partido de 26 pontos distintos da cidade, era chegar até a sede central da Promotoria do Povo. Em outras cidades venezuelanas também tentaram alcançar as sedes dessa instituição.

Os piores incidentes aconteceram no distrito San Bernardino de Caracas, onde um jovem de 19 anos morreu atingido por uma bala na cabeça. E lamentavelmente não foi a única vítima. Uma mulher de 23 anos, identificada como Paola Ramírez, foi também morreu atingida por uma bala na cabeça durante uma manifestação no estado de Táchira, somando assim mais de 10 mortos nas últimas três semanas.

Ao mesmo tempo, mas em outra região de Caracas, milhares de simpatizantes do governo participaram na "grande marcha pela independência e defesa da pátria". O vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela, Diosdado Cabello, declarou que irão frustrar "qualquer tentativa que tenha a direita de subverter a ordem constitucional". Anunciou que a Milícia Nacional Bolivariana (MNB), formada por civis armados, e que é fortemente contestada pela oposição, permaneceria em Caracas até o final da jornada.

Em resposta, a Mesa de Unidade Democrática ativou o Plano Constituição, para que os venezuelanos mantenham a pressão nas ruas até que "se respeite a Assembleia Nacional eleita por 14 milhões de venezuelanos, se abra o canal humanitário para resolver a grave crise que vivem os venezuelanos e possamos ter eleições livres".

A tensão política na Venezuela elevou-se ainda mais no mês passado, quando o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) tirou os poderes da Assembleia Nacional --controlada pela oposição desde 2016 -- e tirou a imunidade parlamentar dos deputados.

Maduro deu marcha ré nessas medidas, decisão que foi cumprida pelo TSJ, mas a oposição e a Promotoria consideram que tem se produzido uma "ruptura da ordem constitucional" que requer eleições antecipadas.

As mobilizações continuam e os enfrentamentos se acirram. A MUD convocou a população para mais manifestações nas ruas de Caracas.


 


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