Lavrov alerta para que EUA não repita contra a RPDC o que fez na Síria

 

A declaração de Mike Pence de que se esgotou a “paciência estratégica” dos EUA em relação a Pyongyang não contribui para resolver a crise na península coreana, afirmou o chanceler russo Serguei Lavrov, advertindo que não deve se repetir o ataque dos EUA contra a Síria na Coreia Popular. “Espero que não haja ações unilaterais como a que vimos recentemente na Síria e que os EUA seguirão as políticas que Trump repetidamente declarou durante sua campanha eleitoral”, afirmou Lavrov, sobre a declaração feita pelo vice-presidente dos EUA Mike Pence durante sua visita à Coreia do Sul na segunda-feira (17).

O chanceler russo alertou para não seja tomada nenhuma ação militar e enfatizou que nem mesmo os testes nucleares e de mísseis de Pyongyang que contrariam as resoluções do Conselho de Segurança da ONU poderiam ser usados ​​como desculpa para violar o direito internacional e a Carta da ONU “da mesma forma” que foi feito na Síria.

Lavrov também contestou a suposta “era de paciência estratégica” dos EUA em relação a Pyongyang. “Não posso chamar o período do governo Obama de ‘era de paciência estratégica’, porque os EUA têm estado limitando bastante severamente limitando as capacidades da Coreia do Norte para desenvolver setores da economia relacionados com áreas nucleares ou energéticas”.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentando declarações do presidente interino sul-coreano, Hwang Kyo-ahn, ameaçando “implementar medidas punitivas intensivas”, assinalou que tais declarações duras “não contribuem para a paz e a estabilidade na região”. “Nossa posição é bem conhecida e consistente. Apelamos a todos os lados para que evitem quaisquer ações que possam ser percebidas como uma provocação. E defendemos a continuação dos esforços internacionais coordenados nos formatos existentes para resolver o problema da Coreia do Norte “, disse Peskov.

Por sua vez a China afirmou, na sexta-feira (14), que “os Estados Unidos, a Coreia do Sul e a Coreia do Norte estão envolvidos em uma disputa que pode trazer uma tempestade [para a península coreana]”. O chanceler chinês Wang Yi acrescentou que “se eles deixarem uma guerra estourar na península, devem assumir a culpa histórica e pagar o preço disso”.

Em sua ida a Seul, o vice Pence asseverou que o mundo testemunhou a “força e determinação do [presidente Trump] nas ações tomadas na Síria e no Afeganistão”, se referindo ao ataque ilegal à Síria e em violação da lei internacional, e a exibição da maior bomba não-nuclear do arsenal ianque contra camponeses afegãos. Pence ameaçou Pyongyang para que “não teste” a resolução de Trump ou do Pentágono.

Como fazem todo ano, e duas vezes por ano, uma em abril, no aniversário de nascimento do fundador da Coreia independente Kim Il Sung, e em agosto, data da independência, os EUA e tropas sul-coreanas ensaiam ataque de decapitação nuclear da Coreia Popular. A essa provocação, se somaram três porta-aviões se dirigindo para a península coreana. Na comemoração do nascimento do patriarca da Coreia Popular, foi realizado desfile militar com as novas armas e grande presença popular em Pyongyang. Segundo as agências de notícias, teste de míssil falhou logo após o lançamento.

Além de mudar o que vinha dizendo sobre seu objetivo para a Síria, de combater o terrorismo, para o de repetir Obama sobre “Assad tem de ir”, o governo Trump também vem pressionando a China para que, ou “enquadra” a Coreia, ou então os EUA vão fazer, e com “todas as opções” sobre a mesa.

Durante anos, a Coreia Popular manteve-se dentro do Tratado de Não-Proliferação e a favor da desnuclearização da península coreana, tendo inclusive conseguido a retirada das armas nucleares que os EUA mantinham em suas bases no sul, mas passou a adotar a dissuasão nuclear, após o governo de W. Bush ter ameaçado o país com um “ataque nuclear preventivo”, ameaça que não foi revogada por Obama. Até hoje, os EUA se negaram a assinar um tratado de paz e segue em vigor o armistício de 1953, e quase 30 mil soldados norte-americanos mantêm o sul sob ocupação.

A China pediu a “todas as partes” para que “deixem de provocar umas às outras, seja com palavras, seja com ações” e que não permitam “que a situação chegue a um estágio irreversível e incontrolável”.

Conforme a RT, a Coreia Popular pediu aos EUA que interrompam sua “histeria militar” e “voltem ao bom senso”, ou terão de enfrentar uma resposta impiedosa se “as provocações continuarem”. Para o vice-chanceler da Coreia Popular, Hang Song Ryol, se os EUA partirem para uma guerra total, seu país se defenderá. Ele classificou o governo Trump de “mais perverso e mais agressivo” que os anteriores.                A.P.


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