“Nossas putarias tem que continuar”, disse Sérgio Côrtes em gravação

Justiça aceita oitava denúncia contra Sérgio Cabral na Lava Jato

Braço da quadrilha de Cabral chefiado por Sérgio Côrtes desviou R$ 300 milhões da Saúde do Rio de Janeiro durante o período de 2007 e 2014

Na última terça-feira (16) a 7ª Vara Federal Criminal, aceitou a sétima denúncia da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro contra o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), desta vez sobre os desvios na Secretaria de Saúde do Estado. Somado ao processo tramita na Justiça Federal, em Curitiba, esta é a oitava ação penal aberta contra o ex-governador, que está preso desde novembro passado em Bangu.

O esquema da quadrilha de Cabral na Saúde foi alvo da Operação Fatura Exposta desdobramento das Operações Calicute e Eficiência, braços da Operação Lava-Jato no Rio. Segundo investigações, a organização desviou R$ 300 milhões entre 2007 e 2014, dos gastos pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e para a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES).

Foram desviados de 40% a 60% das compras internacionais de equipamentos médicos de alta complexidade, como macas elétricas, aparelhos cirúrgicos e unidades móveis de saúde, além de fraudes de licitações para o fornecimento de próteses. De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, somente Cabral ficou com 5%, cerca de R$ 16,5 milhões, sobre todos os contratos firmados pelo Estado.

“Desde o começo de seu governo, em 2007, Cabral teve o intuito de montar o esquema fraudulento, em parceria com Sérgio Côrtes (ex-secretário de Saúde). Ele foi nomeado por Cabral de maneira preconcebida para transferir o esquema de propina feito quando este era diretor do Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia) para a Secretaria de Saúde”, disse o procurador regional da República José Augusto Vagos.

Também viraram réus Côrtes e o ex-subsecretário Cesar Romero, os operadores do esquema Carlos Miranda e Luiz Carlos Bezerra, e os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita. A denúncia atribui ao grupo os crimes de corrupção passiva e ativa e organização criminosa.

“De acordo com o relatado, os empresários eram os responsáveis por trazer ao país as empresas estrangeiras que participavam das licitações internacionais, que eram divulgadas apenas no Brasil. As empresas se articulavam entre si, fazendo um rodízio que privilegiava cada uma delas por vez. Em função do arranjo, os envolvidos sabiam quanto cada empresa cobraria pelos produtos antes mesmo de sair a cotação do pregão internacional”, dizem os procuradores.

Sérgio Côrtes, antes de ser preso, não poupou esforços para enganar a Justiça Federal. Sugundo a PF ele tinha até uma cirurgia de coluna pré-agendada para, acaso fosse decretada a sua prisão, ter munição para requerer uma liberdade provisória para realizar o tratamento.

OUTROS PROCESSOS

CALICUTE – Esta foi a primeira denúncia contra Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, e outros réus que foram acusados de desviar mais de R$ 200 milhões dos cofres públicos. O Ministério Público cita o ex-governador como o responsável por, pelo menos, 11 operações financeiras para lavar o dinheiro de propina recebida das empreiteiras. Cabral ficava com mesadas de 200 a 500 mil reais, e também com 5% do valor de cada contrato.

COMPERJ – Esta denúncia se refere à propina em obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro,  que pertence à Petrobras. A quadrilha teve envolvimento no pagamento de vantagens indevidas no valor de 2,7 milhões a partir do contrato assinado com um consórcio formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão.

EFICIÊNCIA – Neste processo Sérgio Cabral, o empresário Eike Batista e mais sete pessoas viraram réus denunciado por dois atos de corrupção passiva, dois de lavagem de dinheiro, além de um de evasão de divisas. O MPF investiga dois pagamentos feitos por Eike Batista ao ex-governador: um de US$ 16,5 milhões, referentes a um contrato falso de intermediação da compra de uma mina de ouro, e outro de R$ 1 milhão para a ex-primeira dama Adriana Ancelmo, num falso contrato de prestação de serviços através da EBX.

LAVAGEM - A denúncia aponta  184 crimes de lavagem de dinheiro cometidos por Cabral,  segundo os investigadores. O ex-governador, a mulher dele, Adriana Ancelmo, e outras nove pessoas são acusadas de lavar mais de R$ 39 milhões em 10 meses. O MPF diz que os doleiros e irmãos Marcelo e Renato Chebar faziam parte da organização como operadores financeiros. A denúncia trata da lavagem de R$ 39,7 milhões.

LAVAGEM 2 - Em outro processo, Cabral virou réu por mais 148 crimes de lavagem de dinheiro, foram apresentadas provas de transações no valor de R$ 10,17 milhões, ocorridas entre 30 de agosto de 2007 e 28 de setembro de 2015. Sete imóveis no valor de R$ 6,3 milhões em diferentes bairros do Rio também estão neste esquema. Ary Filho seria o responsável pela entrega do dinheiro em espécie, que depois era utilizado pelos colaboradores para pagar os serviços de fachada e adquirir os carros e imóveis em nome de suas próprias empresas.

DINHEIRO NO EXTERIOR - Nesta denúncia Cabral é acusado de praticar 25 atos de evasão de divisas por enviar dinheiro para o exterior sem declarar,  30 atos de lavagem de dinheiro e nove de corrupção ativa. A ação investiga crimes de lavagem de dinheiro de mais de R$ 300 milhões. Os valores foram distribuídos em 10 contas em paraísos fiscais no exterior.

MARACANÃ E PAC DAS FAVELAS – A quadrilha é acusa de fraude de licitações e formação de cartel na reforma do Maracanã e no PAC das Favelas.  A investigação revela que, entre os anos de 2009 e 2010, Cabral, o ex-secretário Wilson Carlos, e representantes da OAS, Delta, Odebrecht e Andrade Gutierrez, se juntaram para fraudar as licitações e superfaturar as obras. A reforma do estádio passou de um orçamento inicial de R$ 705 milhões, para R$ 1,2 bilhão.

 
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