Histeria do Russiagate na mídia chega à capa da revista Time


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DC cerco ao presidente Trumpov

As “provas” abundam: ‘presidente siberiano’ dos EUA entregou a Lavrov um ‘toupeira’ do Mossad infiltrado no Estado Islâmico e demitiu o diretor do FBI. Mais ridículo que Trump, só o New York Times e oWashington Post

Por mais que faça, de disparar uma salva de mísseis contra a Síria a prometer uma bonança de US$ 1 trilhão de dólares e redução de imposto para bancos e corporações e transformar a multa do Obamacare ao imposto de renda em uma multa direta às seguradoras de saúde, nada faz o bilionário Donald Trump ser benquisto pelo establishment em Washington e Wall Street, e o Washington Post e o New York Times agora passaram a postular abertamente seu impeachment. A acusação é que violou as leis, as agências de espionagem americanas e os “aliados” ao entregar ao chanceler russo Lavrov em plena Casa Branca informação secreta sobre plano do Estado Islâmico para explodir aviões de passageiros - além de ter demitido o diretor do FBI, James Comey, supostamente por querer investigar a “ingerência russa para eleger Trump”, o Russiagate.

Mais ridículo que Trump e seu topete, só mesmo as elocubrações do Post e do NYT sobre ele e sobre a “conexão russa”. O Post chegou ao ponto de asseverar que Trump havia posto em risco – ó supremo dos crimes – uma “fonte de inteligência” de um “país aliado”, que depois um jornal israelense disse ser um toupeira [espião infiltrado] do Mossad na capital do Estado Islâmico, Raqqa.

JAZZ DO IANQUE DOIDO

Parodiando o genial Stanislaw Ponte Preta, parece o jazz do ianque doido, e nas últimas horas a farsa vem evoluindo ao ponto de haver gente comparando com “Watergate”. Os mais exaltados vêm assegurando que, se “não houve ilegalidade” , pois Trump teria o poder para desclassificar o que quisesse, “houve traição”. O clima em Washington DC – como os americanos chamam sua capital - é de histeria aberta, com a acusação de “traição” em prol de Putin sendo reiterada a cada minuto.

Nenhum dos gurus do ‘delenda Rússia” na mídia imperial conseguiu explicar o que ameaçaria a segurança dos EUA ou de quem quer que seja repassar dados sobre plano do Estado Islâmico – que já explodiu em 2015 avião civil russo sobre o Sinai – de explodir aviões de passageiros com uso de laptops. O criminoso seria não fazê-lo e permitir que civis sejam assassinados barbaramente dessa forma por terroristas. Trump reagiu, confirmando a discussão com Lavrov e dizendo que tinha “total direito de fazê-lo” e que o objetivo era combater o terrorismo. Prontamente o presidente russo Vladimir Putin pôs à disposição do Congresso norte-americano transcrição da conversa entre seu chanceler Lavrov e Trump.

Decididamente, aos olhos dessa gente, Trump não é neoliberal o bastante nem belicista o suficiente para atender às exigências do Estado Profundo por mais mercados, mais dominação e mais guerras, além de ferrar a pose de mau do Império ao tuitar que sua “poderosa armada” ia ameaçar a Coreia Popular e, ao invés, o porta-aviões apareceu no Estreito de Sunda, na Indonésia, a milhares de quilômetros ao sul. Pior ainda, insiste em deter, ou quem sabe, almeja reverter, o atual curso de colisão com a Rússia nuclear, acelerado por Obama com o golpe da CIA na Ucrânia, implantação do sistema antimíssil nas fronteiras russas e agravado pelo deslocamento de tropas e equipamento militar da Otan.

Já o New York Times centrou seu fogo na demissão do diretor do FBI, James Comey e na suposta “obstrução da justiça” de Trump., que também é acusado de ter gravado as suas conversas com Comey. Nesse quadro, o ex-diretor do FBI de 2001 a 2013, Robert Muller, e que foi nomeado por W. Bush, acaba de ser nomeado pelo Departamento de Justiça para ser procurador independente do caso Comey, mas os democratas insistem na formação de uma “comissão independente de investigação”. O NYT acusa Trump de ter pedido a Comey em 14 de fevereiro, no dia seguinte à demissão do general Mike Flynn do cargo de conselheiro-chefe de segurança nacional, que poupasse Flynn, que chamou de “bom rapaz”. “Espero que você possa deixá-lo ir”.

Como se sabe, o que ocorreu com Flynn foi que ele, após provocação de Obama expulsando dezenas de diplomatas russos nos últimos dias de governo, buscou evitar uma retaliação russa de igual porte, como é costume nesses casos, em conversa com o embaixador russo que foi grampeada, o que posteriormente foi usado para derrubá-lo. Na noite de terça-feira, o presidente do comitê de Supervisão da Câmara, o republicano Jason Chaffetz, pediu ao FBI que entregue todos os memorandos, anotações e gravações das discussões entre Trump e Comey.”Minha decisão não é uma constatação de que crimes foram cometidos ou que qualquer processo judicial é justificado”, esclareceu o vice-procurador-geral Rod Rosenstein em um comunicado.

Trump já afirmou que “uma investigação exaustiva” provará que não existe nenhuma cumplicidade entre ele e o Kremlin, e acrescentou esperar que a investigação seja concluída “rapidamente”. Ex-agentes da CIA como Ray McGovern e conhecidos jornalistas, como Robert Parry, que trouxe a público o escândalo Irã-Contras, têm denunciando a existência de uma chicana, primeiro para desacreditar a candidatura de Trump e, depois, para deslegitimar sua presidência, com a fabricação de uma narrativa de “interferência de hackers russos”, quando se sabe agora, após os novos vazamentos do WikiLeaks sobre a CIA [“Cofre Forte-7”], que a NSA desenvolveu técnicas para cometer ataques cibernéticos e implantar falsas pegadas para incriminar outras pessoas e governos.

Inicialmente, Trump declarou que a demissão de Comey foi feita atendendo a “recomendação do Departamento de Justiça”, para depois dizer que decidiu “independentemente”. Na primeira versão, Comey haveria interferido na eleição de novembro ao voltar a colocar o e-mailgate de Hillary [o uso ilegal de um servidor privado pela então secretária de Estado] sob investigação a 11 dias da votação, posição da qual recuou depois. Por outro lado, é dito que Comey na véspera da demissão havia solicitado verba adicional para a investigação do Russiagate.

BARATA VOA

No momento, o diretor interino do FBI é Andrew McCabe, cuja esposa recebeu de Hillary Clinton US$ 675.000 para sua campanha a deputada pelos democratas, e que foi nomeado por Obama para encobrir as pegadas de Hillary no e-mailgate. Os candidatos existentes ao cargo de diretor do FBI estão desistindo para não serem torrados pela mídia.

Pelo andar da carruagem, para Wall Street e o complexo industrial-petroleiro-militar essa história de reconstruir a base industrial interna e os empregos dos EUA, assim como as decisões de barrar os acordos de globalização Transpacífico (TPP) e Transatlântico (TTIP) são asneiras de Trump, que desviam o país excepcionalista do seu destino manifesto. Entre os republicanos, a confusão também está instaurada e já há quem veja no vice Mike Pence certo “ar presidencial”. O presidente Donald Trumpov que se cuide.

ANTONIO PIMENTA

 

Capa
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