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IEDI: as taxas de juros para indústria são muito elevadas

Em artigo publicado pelo Instituto para o Estudo do Desenvolvimento Industrial (IEDI), na segunda-feira (12), fica evidente a incúria com que o governo vem tratando a indústria.
“O governo federal anunciou, na última quarta-feira, o plano de financiamento do investimento e do custeio das atividades agropecuárias para a safra de 2017/2018 no montante recorde de R$190,25 bilhões”.

“Os créditos com taxas de juros regulados têm participação de 79,2%”. “Quanto aos juros praticados, alguns programas” contam “com financiamentos a 6,5% ao ano”. Outros chegam “na maioria dos casos a 7,5% ao ano”.

“Atualmente, mesmo as melhores taxas de juros pagas no financiamento junto ao BNDES podem ser consideradas elevadas” e é com elas que a indústria financia preponderantemente seus investimentos pela Taxa de Juros de Longo Prazo – TJLP.

Um financiamento em condições favoráveis “com a integralidade dos recursos tendo como referência a TJLP e não as taxas de mercado”, a taxa de juros nominal não seria inferior a 9,5% ao ano. Numa operação pelo FINAME com TJLP de 7% a.a. mais spreads “elevariam a taxa nominal mais de 13% ao ano” maior do que a taxa Selic (10,25% a.a.) e 9,4 pontos percentuais acima da inflação”.

A diferença de 2 ou 3 pontos percentuais, na comparação das duas taxas referidas para a agricultura e a do BNDES (9,5%), significam, respectivamente, 46,15% e 26,67% a mais de juros. Na comparação com o Finame (13%) essas variações são ainda mais abusivas, respectivas de 100% e 73,33% de juros a mais.

“Segundo dos dados da PNAD-IBGE de 2015, a agropecuária responde por 4,3% dos empregos formais, enquanto a indústria de transformação por quase 20%. Quanto à arrecadação de tributos indiretos, segundo pesquisa da Firjan também para 2015, o setor agropecuário representava algo como 1,7% da arrecadação”. Em contrapartida, na indústria de transformação atingia 28,8% do total. A carga tributária, por sua vez, era de 6,3% do PIB setorial no caso da agropecuária e chegava a 47,4% na indústria de transformação.

“Há, portanto, uma diferença de tratamento entre a indústria e a agropecuária. De um lado, a agropecuária, que consiste indubitavelmente em um setor importante, porém menos empregador e pouco tributado”, diz o IEDI.

É plausível concluir do artigo cujo título é “Dois pesos, duas medidas” que o IEDI, como porta voz da indústria, pleiteie condições mais justas para o setor.

É necessário considerar, no entanto, que essa política de juros altos, entre outras, com o mesmo caráter, derrubou a indústria, cuja participação já era aquém do desejável, e especialmente a de transformação, que em 2.000 representava 15,3% do PIB e no primeiro trimestre de 2017 tem a sua participação reduzida para 9,36%.

Essa desindustrialização está sendo o resultado das políticas neoliberais implementadas nesse período que, em última análise, pretende destinar ao Brasil, em seu concerto mundial, o papel de exportador de produtos primários e importador de mercadorias americanas e de outros países dominantes. Qualquer semelhança ao colonialismo do século XVIII não é mera coincidência.

J.AMARO


 

  

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