Em frente a residência de Pezão, servidores exigem o pagamento de salários atrasados

Os servidores do estado do Rio de Janeiro realizaram um protesto contra o governador Luiz Fernando Pezão na terça-feira (13). O ato foi organizado pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado (Muspe) e pede o pagamento dos salários atrasados, progressão salarial e calendário único de pagamento para ativos, aposentados e pensionistas.

O protesto começou no Largo do Machado. E seguiu até o Palácio Guanabara, onde foi cobrado do governo um posicionamento diante do caos vivido pelo funcionalismo. Centenas de servidores das áreas da Educação, de Ciência e Tecnologia, da Cultura, da Fazenda, do Planejamento, da Saúde, do Judiciário e da Segurança Pública estiveram presentes.

Um dos líderes do Muspe, servidor do Poder Judiciário Juan Carrera disse não houve sinalização por parte do governo do estado de quando os servidores terão seus salários atrasados pagos.

“Foram aprovadas duras medidas como o aumento da alíquota previdenciária de 11% para 14% e o novo regime de pensão e de aposentadoria”, disse o servidor, acrescentando que “a conta da corrupção no estado do Rio de Janeiro parece que está sendo paga pelos servidores aposentados e pensionistas. Não vemos o governo sinalizar nenhuma medida de austeridade concreta, de cortar na própria carne, reduzir cargos comissionados, número de secretarias. O governador Luiz Fernando Pezão poderia, por exemplo, cobrar a dívida ativa, que está na ordem de R$ 66 bilhões. Sinalizamos isso em março de 2015, o tempo passou e aqui estamos”.

Mais de 200 mil servidores aposentados e pensionistas estão com três meses de salários atrasados, além do décimo terceiro do ano passado.

A enfermeira aposentada Mariá Casa Nova, de 66 anos, trabalhou por 37 anos no Hospital Getúlio Vargas Filho, vendia balas na manifestação para conseguir sobreviver.

“Estou me sentindo humilhada, pois trabalhei a vida inteira e pensei que após a aposentadoria teria condições de viajar com o marido, com o neto, visitar um parente que há muito não vejo, e hoje estou sobrevivendo de esmola”, contou emocionada. Os remédios que precisa tomar diariamente para tratamento do coração, cerca de R$ 400 por mês, estão sendo custeados com ajuda de amigos, disse.

“Meus colegas estão me ajudando, estou há dois meses sem pagar o aluguel e o condomínio. Já fiz rifa da minha roupa de cama e de banho, mas acabou tudo. Quando vendo todas as balas, ganho cerca de R$ 60. Esse governo me deixou no poço”, afirmou.


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