Cresce adesão de categorias em apoio à greve geral dia 30 

Petroleiros-RJ, eletricitários e professores federais convocam todos à assembleias 

Diversas categorias preparam a mobilização para a Greve Geral no próximo dia 30 de Junho. As centrais sindicais apontam que a mobilização pela greve tem se intensificado nesta semana, em protesto contra as reformas da Previdência e Trabalhista, em curso no Congresso Nacional, pela revogação da Lei das Terceirizações, e para exigir a saída de Michel Temer da presidência da República.

O Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) tem mobilizado a categoria e realiza neste dia 20 atos e panfletagens nos terminais de ônibus, nas estações de trens e metrôs, fábricas, locais de trabalho, e nos principais pontos de aglomeração das cidades e municípios, para conversar com a população na construção da Greve, que promete ser ainda maior do que foi a última, no dia 28 de abril.

Segundo a publicação do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, que convoca a categoria para assembleia no dia 23, “em Março, Abril e Maio paralisamos o país, fomos às ruas, ocupamos Brasília, para gritar ‘Fora Temer, Não à Precarização Trabalhista, à Terceirização e o fim da Aposentadoria’”, e, no entanto, “Temer e seus aliados ainda insistem em acabar com o Brasil e prejudicar as pessoas mais humildes. Precisamos de renovação Já. Chegamos em 14 milhões de desempregados em todo o território, se instalou em nossa sociedade um caos. Para que essa realidade não continue e nossos direitos não sejam destruídos, devemos nos manter na oposição e junto a centrais sindicais e movimentos populares vamos conduzir o Brasil no dia 30 de junho de 2017 a uma GREVE GERAL para exigirmos Diretas Já, pois essa é a única maneira de barrarmos os golpistas e suas estratégias malditas que acabam com o trabalhador (...) pressão popular é fundamental para intimidarmos os bandidos e planejarmos eleições gerais, retirando toda a escória da política brasileira que traiu o povo”.

E o governo, de fato, não perde tempo. A tramitação da reforma trabalhista no Senado avançou mais uma etapa nesta terça-feira (13), com o relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB) na CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado, e agora pode ser votada. O governo quer colocá-la em votação na próxima terça-feira (20), de preferência sem alterações, para que não volte à Câmara (ler matéria nessa página).

Para tentar enganar a população, a base governista alega que fará “sugestões” de vetos ao presidente Michel Temer, para que o ataque brutal à CLT seja mais palatável aos trabalhadores. No entanto, “esse discurso do governo Temer, de que irá retirar os pontos mais prejudiciais através de MP (Medida Provisória), é uma armadilha para os trabalhadores, pois na prática visa garantir a essência dessa reforma que é impor o negociado sobre o legislado, o que manterá um facão permanente no pescoço dos trabalhadores”, alerta a CSP-Conlutas.

O Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro também avisa que vai iniciar assembleias na semana que vem para definir a participação dos trabalhadores na greve geral, e aponta que o ataque aos direitos que o governo quer impor ao povo é especialmente presente na Petrobrás: “Como a maioria do povo brasileiro, queremos o fim do governo Temer e suas propostas de reformas que na verdade significam a retirada de direitos conquistados na luta, protegendo empresários, banqueiros, latifundiários e especuladores. Na Petrobrás, a política de desmonte e venda de ativos capitaneada por Pedro Parente tem que ser interrompida. Precisamos ir às ruas e denunciar o Plano de Desinvestimentos programado pela companhia”, destaca a nota dos petroleiros.

Eles denunciam que o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, “informou que 30 ativos devem ser vendidos até o final do ano, sendo metade deles nos próximos três meses. Entre os ativos que a estatal quer vender também está a refinaria de Pasadena e empresas do setor de biocombustíveis”, aumentando a “terceirização e precarização das condições de trabalho, levando a acidentes e mortes como a dos três trabalhadores terceirizados, no acidente com o navio sonda da Odebrecht, na sexta-feira, 9 de junho”.

Em Rondônia, o Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado (SINDSEF) vai realizar assembleias nos órgãos federais para mobilizar os servidores a aderirem à greve. Outros atos também se somam na construção da greve, como a realização de blitz nos aeroportos para convencer os deputados e senadores a não aprovarem as “reformas” trabalhista e da previdência -  sob pena de não se elegerem mais. Já ocorreram atos no Aeroporto Internacional Salgado Filho em Porto Alegre e também no Aeroporto de Congonhas em São Paulo.

 


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