Implicado em subornos da Odebrecht, ex-presidente do Panamá é preso em Miami

O ex-presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, foi preso na segunda (12), em Miami, anunciou o porta-voz da polícia federal americana, Barry Golden. Martinelli está sob custódia das autoridades federais norte-americanas e se apresentou a justiça dos EUA na terça e continuará detido até o dia 20 de junho, sem direito a fiança.

“As autoridades o prenderam [em sua casa, em Coral Gables, ao sul de Miami] notificado de um processo judicial no Panamá, que implica na sua apresentação automática à justiça”, disse sua advogada, Alma Cortés. Pesava sobre o ex-presidente um alerta vermelho da Interpol, emitido em 21 de abril, em decorrência de uma solicitação do Supremo Tribunal de Justiça do Panamá, que o investiga pela intercepção de comunicações privadas durante sua gestão, bem como por seu envolvimento em diversos casos de corrupção, entre os quais envolvimento em subornos distribuídos pela Odebrecht para vencer licitações para operar obras superfaturadas, a exemplo construção inacabada do metrô do Panamá, orçada em 1,8 bilhão de dólares.

Martinelli é acusado pela justiça de seu país por utilizar dinheiro público para espionar, ilegalmente, centenas de pessoas enquanto era presidente, entre os anos de 2009 e 2014.

No que diz respeito aos escândalos de propina envolvendo a Odebrecht no país, a justiça acusa os filhos do ex-presidente, Ricardo e Luis Enrique Martinelli Linares, pelo envolvimento no esquema de cobrança de propina junto a construtora. De acordo com o Ministério Público panamenho, há “três sociedades anônimas” nas quais os filhos de Martinelli “aparecem como beneficiários entre os anos de 2009 e 2012”, período em que “receberam valores milionários”.

As transferências, conforme noticiou o jornal “La Estrella de Panam” foram feitas “através de várias empresas offshore que a construtora utilizava para fazer pagamentos ilícitos a funcionários públicos em todo o mundo”.

Ricardo e Luis receberam mais de 20 milhões de dólares em propinas, apuram as investigações. Apenas no Panamá, entre os anos de 2010 e 2014, a Odebrecht pagou pelo menos US$ 59 milhões em subornos .

LULA

Aquilo que Marcelo Odebrecht chamou de seu ‘cartão de visitas’, o ex-presidente Lula, também foi utilizado para abertura de portas e contatos selecionados em favor da Odebrecht.

Isso se deu através de palestra de Lula no Panamá, em 2011, quando Martinelli ainda dirigia o país. Segundo denúncias da Polícia Federal, o pagamento dessa palestra foi feito juntamente com outra, na Venezuela, através de uma pequena empresa de eventos com sede em Porto Alegre. A Telos Empreendimentos Culturais recebeu R$ 1,3 milhão do Grupo Odebrecht e repassou a maior parte a Lula pelas palestras, através da empresa LILS, iniciais do seu nome.

“O Grupo Odebrecht/Braskem transferiu o total de R$ 1,3 milhão para a empresa Telos Empreendimentos Culturais. A empresa Telos repassou, poucos dias após o recebimentos de recursos do grupo Odebrecht/Braskem, o total de R$ 631.908,46 para a empresa LILS”, informa o laudo contábil-financeiro 2396/2016, da PF em Curitiba.

O documento pericial da PF detalha as duas operações. No dia 16 de maio a Braskem depositou R$ 200 mil para a Telos e, no dia 17, a Odebrecht outros R$ 450 mil - totalizando R$ 650 mil; sete dias depois, a empresa de Porto Alegre paga à LILS o valor de R$ 306 mil. No dia 26, a Odebrecht faz outro pagamento de R$ 450 mil para a Telos, e a Braskem, R$ 200 mil, no dia 28, a Telos paga a empresa de Lula no dia 6 de junho, R$ 325 mil.
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